Prelazia

Bispo responsável: Dom Erwin Krautler

Nascimento: 12/07/1939 -Koblach/ Áustria, ordenação

presbiteral: 03/07/1965 - Salzburg/ Áustria.

Sagrado bispo em 25/01/1981 - Altamira - Província

Eclesiástica Belém do Pará.

 

Endereço: Avenida João Pessoa, 1212 CEP 68371-040 - Centro, Altamira - Para - Brasil

 

Tel: 0055.0XX93.3515.1761 - Curia - 0055.0xx93.3515.2494

 

 

Características Gerais da Prelazia

A Prelazia do Xingu foi criada a 16/08/1934, pela Bula “Animarum Bonum Postulat” do Papa Pio XI, desmembrada da Arquidiocese de Belém do Pará e das então Prelazias de Santarém e Santíssima Conceição do Araguaia. Foi confiada pela Santa Sé aos cuidados da Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue de Cristo. 1º Administrador Apostólico: Dom Armando Bahlmann, OFM (1935). 2º Administrador Apostólico: Padre Clemente Geiger, CPPS (1935-1948). 1º Bispo Prelado: Dom Clemente Geiger, CPPS (1948 a 1971). 2º Bispo Prelado: Dom Eurico Krautler, CPPS (1971 a 1981).

 

Superfície: 368.086,0 KM²

População: 392.211 hab

Densidade Demográfica 1,1 hab/km² (baseado em dados do, IBGE - 2000)

 

 Mapa da Prelazia do Xingu

 

MunicípioS pertencentes: Altamira, Anapu, Bannach, Brasil Novo, Cumaru do Norte, Gurupá, Medicilândia, Ourilândia do Norte, Placas, Porto de Moz, São Félix do Xingu, Senador José Porfírio, Tucumã, Uruará, Vitória do Xingu.

 

A Prelazia do Xingu é formada por seis regiões pastorais:

Região Alto Xingu: Ourilândia do Norte, São Félix do Xingu e Tucumã;

Região Médio Xingu: Vitória e Souzel;

Região Baixo Xingu: Porto de Moz e Gurupá

Região Transamazônica Oeste: Brasil Novo, Medicilândia, Uruará e Placas;

Região Transamazônica Leste: Belo Monte e Anapu

Região de Altamira: Paróquia Sagrado Coração de Jesus, Áreas: Perpétuo Socorro e Imaculada Conceição

 

Os municípios de Cumaru do Norte e Bannach são atendidos pela Diocese de SS. Conceição do Araguaia.

 

A Prelazia possui três instâncias de decisão: Grande Assembléia do Povo de Deus no Xingu, Conselho de Pastoral e Coordenação de Pastoral.

 

 

Dia de “Corpus Christi”
15 de junho de 2017

A verdadeira paz começa no seu coração

Diante do grave momento vivido por nosso país, dirijamos nossa oração a Deus, para que dê a paz ao Brasil e ao mundo inteiro. “Reconhecemos a necessidade de rezar constantemente pela paz, porque a oração protege o mundo e o ilumina. A paz é o nome de Deus”. (Papa Francisco)

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!
Vivemos um momento triste, marcado por injustiças e violência. Necessitamos muito do vosso amor misericordioso, que nunca se cansa de perdoar, para nos ajudar a construir a justiça e a paz, em nosso país.

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!
Estamos indignados, diante de tanta corrupção e violência que espalham morte e insegurança. Pedimos perdão e conversão. Cremos no vosso amor misericordioso que nos ajuda a vencer as causas dos graves problemas do País: injustiça e desigualdade, ambição de poder e ganância, exploração e desprezo pela vida humana.  

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!
Ajudai-nos a construir um país justo e fraterno. Que todos estejam atentos às necessidades das pessoas mais fragilizadas e indefesas! Que o diálogo e o respeito vençam o ódio e os conflitos! Que as barreiras sejam superadas por meio do encontro e da reconciliação! Que a política esteja, de fato, a serviço da pessoa e da sociedade e não dos interesses pessoais, partidários e de grupos!

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!
Vosso Filho, Jesus, nos ensinou: “Pedi e recebereis”. Por isso, nós vos pedimos confiantes: fazei que nós, brasileiros e brasileiras, sejamos artesãos da paz, iluminados pela Palavra e alimentados pela Eucaristia.

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!
Vosso filho Jesus está no meio de nós, no Santíssimo Sacramento, trazendo-nos esperança e força para caminhar. A comunhão eucarística seja fonte de comunhão fraterna e de paz, em nossas comunidades, nas famílias e nas ruas. Seguindo o exemplo de Maria, queremos permanecer unidos a Jesus Cristo, que convosco vive, na unidade do Espírito Santo. Amém!

(Pai nosso! Ave, Maria! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo!)

 


 

 

 

Carta Compromisso da Prelazia do Xingu


 

A Igreja, Povo de Deus do Xingu, em diálogo com os movimentos sociais, procura viver no Espírito do Ressuscitado que é luz para nosso caminho e garantia da Vida em plenitude. Durante os dias 26 a 28 de maio de 2017 nos reunimos no Centro de Formação Bethânia para o Seminário da REPAM respondendo ao apelo de nosso papa Francisco para aprofundar sua Encíclica “Laudato Si (Louvado Sejas), sobre o Cuidado com a Casa comum”. Acreditamos na Luz e alimentamos sempre a esperança, mesmo quando se faz noite sobre o solo sagrado do Xingu regado com o sangue dos nossos mártires. Com a graça de Deus renovamos nossos compromissos batismais e crismais na defesa e promoção da vida onde a morte é semeada; do amor e da paz onde o ódio é espalhado; da justiça quando vemos os povos do Xingu agredidos por injustiças, violências, desrespeito e discriminação.

O clamor da Mãe Terra se junta ao clamor de suas filhas e filhos. Denunciamos os efeitos causados pelos grandes projetos predatórios: hidrelétricas, mineradoras e garimpos, agropecuária e madeireiros que ocasionam aumento populacional desordenado nas cidades provocado pelo êxodo rural; o deslocamento forçado; aumento dos índices de violência urbana, no campo e contra indígenas; desemprego; prostituição e abuso sexual; tráfico humano; aumento do consumo de drogas e álcool; ausência de políticas públicas básicas e de qualidade; aumento do desmatamento; uso indiscriminado de agrotóxicos; morte cultural dos indígenas pela fragmentação das aldeias, e invasão e grilagem nas terras indígenas e extrativistas. Denunciamos que a maioria das condicionantes para a construção de Belo Monte não foi cumprida. Agora os impactos causados são duradouros, em grande parte irreversíveis.

Apesar destes males, mantemos vivas a esperança e a coragem porque reconhecemos que o Senhor caminha conosco e nos orienta: “Não tenham medo”! Queremos ser uma “Igreja em saída”, discípula e missionária que vive e anuncia o Evangelho “derrubando muros e construindo pontes” neste solo sagrado. São sinais desta construção de pontes: Agricultura Familiar; projetos agroecológico – extrativistas; lutas e resistências dos povos indígenas e comunidades tradicionais (quilombolas, ribeirinhos); o protagonismo da juventude e das mulheres nas Comunidades Eclesiais de Base e movimentos populares;

Aprendemos com a Laudato Si, que há duas crises graves e urgentes que se articulam e se influenciam: a crise climática e a crise ecológica. Elas são consequências de uma economia que visa apenas o lucro e do individualismo consumista como centro da vida social. O papa nos propõe a Ecologia Integral, onde o ser humano e a natureza encontram-se interligados. Convoca-nos a uma ação política de tomada de posição em defesa da vida no Planeta; a uma conversão ecológica e promoção da educação ambiental. Ainda a cultivar e cuidar da Criação, como compromisso com as atuais e futuras gerações.

Comprometidos então com o pedido do Papa Francisco, somos responsáveis com as seguintes ações:

  • Construir um fórum composto pelos povos tradicionais implementando medidas educacionais levando em consideração a questão étnico-racial nas escolas dos municípios;

  • Unir forças na proteção das terras e meio ambiente contra as políticas predatórias dos grandes projetos e dos empreendimentos governamentais;

  • Reconhecer e manter as experiências e os saberes tradicionais;

  • Valorizar os produtos da região e lutar pela regularização fundiária;

  • Propor que as Universidades Públicas e os centros de pesquisa públicos acompanhem as atividades desenvolvidas dos grandes projetos de exploração e mineração informando os resultados à sociedade;

  • Reforçar o apoio às políticas públicas para infância e juventude;

  • Apoiar implantação de Centros de Apoio Psicossocial Álcool e Droga-CAPS-AD;

  • Criar uma Ouvidoria ou uma pastoral da escuta para acompanhamento das famílias nas paróquias e das famílias atingidas;

  • Cobrar as condicionantes de Belo Monte não cumpridas pelos consórcios, assim como de outros projetos de mineração (Belo Sun, Pulma, Vale);

  • Participar dos conselhos de controle social dos municípios;

  • Apoiar e lutar por uma nova política energética e pela Política Nacional dos Atingidos por Barragens;

  • Despertar a consciência prática da Ecologia Integral;

  • Implementar um projeto de evangelização para juventude, enfrentando as violências e considerando as suas famílias;

Celebramos a vida que é dom de Deus e, na interação com a natureza, lançamos sementes de árvores nativas, convictos de que elas frutificarão efetivando a implantação da Rede Eclesial Pan-Amazônica no Xingu.

Pedimos ao Deus vivo que abençoe, e a sua Mãe, Virgem de Nazaré, rainha da Amazônia, nossa padroeira, que interceda por nós para que sejamos fiéis a nossa missão na defesa da vida no Xingu.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo.

Altamira, 28 de maio de 2017


 

Povo de Deus do Xingu

 

veja algumas fotos no facebook do Seminário do REPAM-XINGU

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A REPAM, Rede Eclesial Pan-Amazônica, criada em 2014, abrange os nove países que formam a Bacia Amazônica: Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa.

A rede é resultado de três momentos fortes da Igreja na América Latina: o Encontro de Bispos da Pan-Amazônia (2004), a V Conferência do CELAM em Aparecida (2007) e o Encontro dos Bispos da Pan-Amazônia em Manaus (2009).

O objetivo da REPAM é abrir caminhos de diálogo, de articulação, de cooperação e de fraternidade entre as igrejas locais para fortalecer a comunhão pan-amazônica através de iniciativas como:

  • repensar nossa relação com o meio ambiente e com as populações tradicionais da região;

  • compreender e conhecer melhor a vida do bioma amazônico através da história e do testemunho, das propostas e das denúncias

  • promover o intercâmbio de informações e dar visibilidade aos programas de defesa da vida;

  • assumir a defesa da vida nas periferias existenciais dos povos da Amazônia;

  • formar uma ponte na defesa da vida entre a realidade local, nacional e internacional.

O dinamismo se inspira na Encíclica Laudato Sì. Pretende-se criar uma consciência de cooperação na defesa da casa comum e uma espiritualidade ecológica universal sobre o destino dos recursos naturais, tendo em vista a dignidade de cada pessoa e povo e seu direito a um desenvolvimento integral.

 

Nos dias 26 a 28 de maio de 2017 a REPAM quer estar mais próxima à Prelazia do Xingu, realizando no Centro de Formação Bethânia o SEMINÁRIO LAUDATO Si a fim de aproximar mais as Igrejas locais aos ideais da REPAM nacional. Com a participação de lideranças de nossa Igreja no Xingu se propõe a iluminar a realidade local através de uma ação educativa para criar uma cultura ecológica e elaborar um mapeamento eclesial da Pan-Amazônia nos três eixos: eclesial, social e ambiental.

Fontes: subsídios da REPAM

 

Redação A12, 04 de Maio de 2017 às 16h54. Atualizada em 04 de Maio de 2017 às 17h00.

 

 

O GRAVE MOMENTO NACIONAL

 Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça” (Mt 6,33)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil–CNBB, por ocasião de sua 55ª Assembleia Geral, reunida em Aparecida-SP, de 26 de abril a 5 de maio de 2017, sente-se no dever de, mais uma vez, apresentar à sociedade brasileira suas reflexões e apreensões diante da delicada conjuntura política, econômica e social pela qual vem passando o Brasil. Não compete à Igreja apresentar soluções técnicas para os graves problemas vividos pelo País, mas oferecer ao povo brasileiro a luz do Evangelho para a edificação de “uma sociedade à medida do homem, da sua dignidade, da sua vocação” (Bento XVI - Caritas in Veritate, 9).

O que está acontecendo com o Brasil? Um País perplexo diante de agentes públicos e privados que ignoram a ética e abrem mão dos princípios morais, base indispensável de uma nação que se queira justa e fraterna. O desprezo da ética leva a uma relação promíscua entre interesses públicos e privados, razão primeira dos escândalos da corrupção. Urge, portanto, retomar o caminho da ética como condição indispensável para que o Brasil reconstrua seu tecido social. Só assim a sociedade terá condições de lutar contra seus males mais evidentes: violência contra a pessoa e a vida, contra a família, tráfico de drogas e outros negócios ilícitos, excessos no uso da força policial, corrupção, sonegação fiscal, malversação dos bens públicos, abuso do poder econômico e político, poder discricionário dos meios de comunicação social, crimes ambientais (cf. Documentos da CNBB 50– Ética, Pessoa e Sociedade – n. 130)

O Estado democrático de direito, reconquistado com intensa participação popular após o regime de exceção, corre riscos na medida em que crescem o descrédito e o desencanto com a política e com os Poderes da República cuja prática tem demonstrado enorme distanciamento das aspirações de grande parte da população. É preciso construir uma democracia verdadeiramente participativa. Dessa forma se poderá superar o fisiologismo político que leva a barganhas sem escrúpulos, com graves consequências para o bem do povo brasileiro.

É sempre mais necessária uma profunda reforma do sistema político brasileiro. Com o exercício desfigurado e desacreditado da política, vem a tentação de ignorar os políticos e os governantes, permitindo-lhes decidir os destinos do Brasil a seu bel prazer. Desconsiderar os partidos e desinteressar-se da política favorece a ascensão de “salvadores da pátria” e o surgimento de regimes autocráticos. Aos políticos não é lícito exercer a política de outra forma que não seja para a construção do bem comum. Daí, a necessidade de se abandonar a velha prática do “toma lá, dá cá” como moeda de troca para atender a interesses privados em prejuízo dos interesses públicos.

Intimamente unida à política, a economia globalizada tem sido um verdadeiro suplício para a maioria da população brasileira, uma vez que dá primazia ao mercado, em detrimento da pessoa humana e ao capital em detrimento do trabalho, quando deveria ser o contrário. Essa economia mata e revela que a raiz da crise é antropológica, por negar a primazia do ser humano sobre o capital (cf. Evangelii Gaudium, 53-57). Em nome da retomada do desenvolvimento, não é justo submeter o Estado ao mercado. Quando é o mercado que governa, o Estado torna-se fraco e acaba submetido a uma perversa lógica financista. Recorde-se, com o Papa Francisco, que “o dinheiro é para servir e não para governar” (Evangelii Gaudium 58).

O desenvolvimento social, critério de legitimação de políticas econômicas, requer políticas públicas que atendam à população, especialmente a que se encontra em situação vulnerável. A insuficiência dessas políticas está entre as causas da exclusão e da violência, que atingem milhões de brasileiros. São catalisadores de violência: a impunidade; os crescentes conflitos na cidade e no campo; o desemprego; a desigualdade social; a desconstrução dos direitos de comunidades tradicionais; a falta de reconhecimento e demarcação dos territórios indígenas e quilombolas; a degradação ambiental; a criminalização de movimentos sociais e populares; a situação deplorável do sistema carcerário. É preocupante, também, a falta de perspectivas de futuro para os jovens. Igualmente desafiador é o crime organizado, presente em diversos âmbitos da sociedade.

Nas cidades, atos de violência espalham terrorvitimam as pessoas e causam danos ao patrimônio público e privado. Ocorridos recentemente, o massacre de trabalhadores rurais no município de Colniza, no Mato Grosso, e o ataque ao povo indígena Gamela, em Viana, no Maranhão, são barbáries que vitimaram os mais pobres. Essas ocorrências exigem imediatas providências das autoridades competentes na apuração e punição dos responsáveis.  

No esforço de superação do grave momento atual, são necessárias reformas, que se legitimam quando obedecem à lógica do diálogo com toda a sociedade, com vistas ao bem comum. Do Judiciário, a quem compete garantir o direito e a justiça para todos, espera-se atuação independente e autônoma, no estrito cumprimento da lei.   Da Mídia espera-se que seja livre, plural e independente, para que se coloque a serviço da verdade.

Não há futuro para uma sociedade na qual se dissolve a verdadeira fraternidade. Por isso, urge a construção de um projeto viável de nação justa, solidária e fraterna. “É necessário procurar uma saída para a sufocante disputa entre a tese neoliberal e a neoestatista (...). A mera atualização de velhas categorias de pensamentos, ou o recurso a sofisticadas técnicas de decisões coletivas, não é suficiente. É necessário buscar caminhos novos inspirados na mensagem de Cristo” (Papa Francisco – Sessão Plenária da Pontifícia Academia das Ciências Sociais – 24 de abril de 2017).

O povo brasileiro tem coragem, fé e esperança. Está em suas mãos defender a dignidade e a liberdade, promover uma cultura de paz para todos, lutar pela justiça e pela causa dos oprimidos e fazer do Brasil uma nação respeitada.

A CNBB está sempre à disposição para colaborar na busca de soluções para o grave momento que vivemose conclama os católicose as pessoas de boa vontadea participarem, consciente e ativamente, na construção do Brasil que queremos.

No Ano Nacional Mariano, confiamos o povo brasileiro, com suas angústias, anseios e esperanças, ao coração de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Deus nos abençoe!

 Aparecida - SP, 3 de maio de 2017.

 

Cardeal Sergio da Rocha

Arcebispo de Brasília e Presidente da CNBB

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ

Arcebispo de São Salvador da Bahia e Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília e Secretário-Geral da CNBB

COMUNICADO SOBRE TRANSFERÊNCIA DE PADRES

 

Prezados Párocos e demais Padres, Agentes de Pastoral, Comunidades Paroquiais, povo de Deus da Prelazia do Xingu.

Após um processo de discernimento, olhando a realidade de nossa Prelazia e tendo ouvido os envolvidos e o Conselho Presbiteral, venho por meio deste comunicar algumas transferências de Padres de nossas Paróquias para este ano de 2017.

Conforme decisão do Conselho Presbiteral, em comunhão com o Bispo, foi determinada a transferência de alguns padres, a saber:


Pe. Gilmar Dalcanale da Paróquia de Nossa Senhora Imaculada Mãe dos Pobres localizada no Município de Medicilândia, foi transferido para a Paróquia Santíssimo Corpo e Sangue localizada no município de Brasil Novo.

Pe. José Geraldo Magela Vidal da Paróquia Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo localizada no Município de Brasil Novo, foi transferido para a Paróquia Nossa Senhora Auxílio dos Cristãos localizada no município de Vitória do Xingu.

Pe. Romildo Maurício da Silva da Paróquia Nossa Senhora Auxílio dos Cristãos localizada no município de Vitória do Xingu foi transferido para a Área Pastoral Nossa Senhora de Guadalupe no Belo Monte.

Pe. Jorge de Siqueira César da Área Pastoral Nossa Senhora de Guadalupe em Belo Monte, foi transferido para a Paróquia de Nossa Senhora Imaculada Mãe dos Pobres localizada no Município de Medicilândia.

Pe. Bento Filgueira da Luz da Paróquia São Francisco Xavier localizada no município de Senador José Porfírio (Souzel), foi transferido para a Paróquia de Santa Luzia localizada no Município de Anapu onde trabalhará junto com Pe. José Amaro Lopes de Sousa.

Pe. Alírio Bervian que trabalhava na Área Pastoral Assurini, foi transferido para a Paróquia São Francisco Xavier localizada no município de Senador José Porfírio (Souzel).

Com alegria, testemunho como Bispo a disponibilidade encontrada por parte de todos para as mudanças. Deus seja louvado e abençoe sempre todos os nossos padres e assista-os com sua graça para realizarem a missão que lhes é confiada como mediadores de Nosso Senhor Jesus Cristo, a serviço do povo de Deus.

Acredito que o mesmo acontecerá com nossas comunidades, acolhendo com amor os novos padres, enquanto manifestam sua gratidão pelo serviço realizado pelos padres antecessores que estiveram à frente de suas paróquias, em nome da Igreja.

As transferências vão se efetuar do mês de abril até o mês de maio do corrente ano.

Também devo comunicar que as provisões serão feitas por um período de 6 (seis) anos.

Que luz da Páscoa de nosso Senhor Jesus Cristo que se aproxima se manifeste sempre mais em nossas vidas e em nossa Igreja. Agradeço a Deus por mais um trabalho realizado e sob a proteção de Maria, Mãe da Igreja e nossa Mãe, abraço-os fraternalmente.

Altamira, 8 de março de 2017

Dom João Muniz Alves
Bispo da Prelazia do Xingu


Pe. Waldemar Pimentel Filho
Secretário do Presbitério