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Este pequeno percurso histórico foi elaborado para comemorar 75 anos de presença da Congregação dos Missionários do Sangue de Cristo no Brasil e na região do Xingu. O tempo não parou deste momento e os últimos anos mostraram que novos desafios estão na nossa frente.

 

Quem sabe de onde está chegando se tornará capaz de enxergar para onde está indo!”

Anotar a história não é um momento de glorificar o passado, mas sim um ato de se encaminhar para um futuro. O caminho desafiou uma presença mais pioneira nas décadas passadas e provavelmente hoje uma presença reconciliadora numa sociedade que está se modernizando e transformando a cada dia.

Agradecemos a Deus pela graça que nos guiou todo este tempo e agradecemos também a tantos companheiros e companheiras que ajudaram e colaboraram nesta obra divina. Confiante na benção de Deus vamos tocando em frente para anunciar a Boa Nova de Jesus Cristo para que “todos tenham vida em abundância.

 

Altamira, 30 de janeiro de 2012

Pe. Michael Rohde, CPPS

Vigário Provincial e Diretor do Vicariato Brasileiro dos

Missionários do Sangue de Cristo



Sumário

- OS PRIMEIROS PASSOS

- O AMBIENTE DA MISSÃO

- PERÍODO DE ESTABELECIMENTO

- OLHANDO PARA FRENTE

- A TRANSAMAZÔNICA

- A PRIMEIRA ORDENAÇÃO SACERDOTAL

- NOVAS ÁREAS DE PASTORAL

- LOTEAMENTO APARECIDA

- PRIMEIRA EMISSORA DE RÁDIO

- PADRE ERWIN ORDENADO BISPO

- CASA DIVINA PROVIDÊNCIA

- ACIDENTE CRIMINOSO

- OUTRAS CONGREGAÇÕES NA MISSÃO

- HORA DE REPENSAR O VICARIATO

No dia 24 de maio de 1930, Pe. Marcos Schawalder, iniciou em Porto de Moz, na boca do rio Xingu, uma obra que deu à luz a Prelazia do Xingu e o Vicariato Brasileiro da Congregação dos Missionários do Sangue de Cristo.

Inferno Verde” - este nome foi dado a uma região de mais de 4 milhões de quilômetros quadrados, localizada no norte do Brasil. É uma região cheia de rios e igarapés, uma região de selva virgem. Na Amazônia, no Estado do Pará, nasceu o Vicariato Brasileiro dos Missionários do Sangue de Cristo.

OS PRIMEIROS PASSOS

A província-mãe, a Província Teutôníca na Áustria e Alemanha existia apenas há sete anos, quando os primeiros dois missionários saíram para o Brasil.

O envio foi a resposta ao pedido do bispo Dom Amando Bahlmann, de Santarém, um alemão e amigo do primeiro provincial e fundador da Província Teutônica dos Missionários do Sangue de Cristo, Pe. Gregor Jussel. Dom Amando pediu ajuda de missionários para a região do Xingu. Nesta época, nas primeiras décadas do século XX, a estrutura da missão era ainda bem fraca. Era a consequência da história da colonização.

Junto com os Portugueses vieram também várias congregações religiosas que iniciaram trabalhos missionários construindo igrejas locais. No século XVIIl a Igreja e o governo da Capitania do Grão-Pará entraram em conflito com o poder político por causa de assuntos econômicos. O Marquês de Pombal, o primeiro-ministro da corte em Portugal, resolveu expulsar a maior parte dos religiosos da Amazônia. Como conseqüência, a Igreja ficou quase sem clero e a vida cristã e religiosa sem sacramentos na região. No final do século XIX as três dioceses da Amazônia (Manaus, Santarém e Belém) contavam com mais ou menos 90 padres.

No dia 25 de outubro 1929 os Padres Marco Schawalder e João Rinderer saíram de navio da Alemanha. No dia 11 de novembro eles chegaram em Belém. Por dois meses ficaram na residência do Arcebispo de Belém para estudar a língua portuguesa. No final do mês de janeiro 1930 os dois viajaram para Santarém para assumir (segundo o pedido do bispo Bahlmann) um trabalho missionário. Mas eles nem chegaram a encontrar o bispo, pois o vigário-geral os mandou embora. Os dois missionários não correspondiam às suas expectativas. Ele não esperava dois homens que pareciam mais como vagabundos do que como padres. Por isso, nem os deixou falar com o bispo. Marcos Schawalder e João Rinderer continuaram sua viagem em busca de um lugar onde fosse possível ficar e trabalhar. Chegaram à Manaus. Aí o Pe. João adoeceu de febre amarela e, no dia 22 de fevereiro de 1930, faleceu nos braços de seu companheiro. Pe. Marcos ficou sozinho num país estrangeiro, mas, não desanimou.

Ele resolveu voltar para Santarém e desta vez ele foi recebido pelo bispo, que já tinha criado novos planos para este missionário. Parecia não haver mais nenhuma possibilidade de chegar à região do Xingu. Mas Marcos Schawalder não aceitou nenhuma discussão. Ele tinha saído da Alemanha para o Xingu e não iria assumir nenhuma outra missão. Finalmente ele venceu a disputa com o bispo. Ele se despediu de Santarém e viajou para Porto de Moz, cidadezinha localizada na boca do rio Xingu. Ali instalou a primeira sede da nova missão da Congregação dos Missionários do Sangue de Cristo no dia 24 de maio, na festa de Nossa Senhora Auxílio dos Cristãos. Em seguida enviou uma carta ao provincial da Província-Mãe pedindo ajuda de mais missionários. Todavia, ele teve de passar mais um ano sozinho.

No início do ano 1931 chegaram, Pe. Clemente Geiger e o irmão Francisco Keil. Os dois só passaram por Porto de Moz e continuaram para Altamira. No dia 17 de janeiro deste ano eles fundaram a primeira Casa de Missão em Altamira. Nos anos seguintes a nova missão cresceu com a chegada de mais dois missionários: Pe. Otto Jutz e irmão Fernando Mehrle. Em 1934, no dia 16 de agosto o Papa Pio XI elevou a Missão do Xingu à Prelazia através do decreto “Anímarum bonum postulat", Pe. Clemente Geiger foi nomeado pela Santa Sé o primeiro Administrador Apostólico da nova Prelazia do Xingu no dia 8 de setembro 1935. Em 19 de maio 1948, Pe. Clemente Geiger foi ordenado o primeiro Bispo-Prelado do Xingu, em Cincinnati, nos Estados Unidos. No mesmo ano o grupo missionário cresceu mais uma vez. Chegaram Pe. Eurico Krâutler e Guilherme, seu irmão de sangue. Guilherme não fazia parte da congregação, mas acompanhava seu irmão para ajudar nos trabalhos dos missionários no Xingu.

Neste período a Europa já vivia à sombra da segunda guerra mundial. Quase às vésperas da guerra, em 1937, a Província Teutônica enviou o recém ordenado Pe. Adolfo Rothemüller e junto com ele, três seminaristas. Ninguém sabia se não fora a última oportunidade de sair da Alemanha durante o período da ditadura nazista no governo. Os três seminaristas Carlos Borromaus Ebner, João Menges e Julio Müller terminaram seus estudos na missão e foram ordenados no dia 3 de outubro de 1937. Neste período também começou a colaboração dos padres com as Irmãs da Congregação das Adoradoras do Sangue de Cristo. Quatro irmãs ASC da Província de Schaan, no Principado de Liechtenstein, trabalharam na casa dos padres, na pastoral da saúde e cuidaram dos pobres. Mais tarde, em 1953, as Irmãs de Liechtenstein foram substituídas por irmãs vindo dos Estados Unidos da América. Vida e trabalho foram pesados e difíceis nestes primeiros tempos. As viagens distantes e longas no rio Xingu, no Amazonas e nos igarapés, o clima tropical e doenças como febre amarela, malária e tifo causaram muito sofrimento e também mortes. Só no ano 1938 faleceram dois missionários: Pe. Humberto Redecker e Pe. Otto Jutz.

O AMBIENTE DA MISSÃO

A Missão do Xingu abrange uma área de 368.086 quilômetros quadrados, fazendo do Vicariato Brasileiro, em termos de extensão física, a maior missão da congregação. No início havia poucos habitantes na região. Eles moravam às margens dos rios e igarapés, porque o único meio de transporte era o barco. Não existiam estradas. A mata era o patrimônio de diversas tribos indígenas. Em quase todos os tempos houve um clima tenso, e muitas vezes violento, entre os moradores dos rios e os índios. O conflito chegou ao cume na época do "ouro preto", como foi chamada a borracha, coletada no coração da mata imensa da Amazônia.

No fim do século 19 chegou muita gente, de modo especial do nordeste do país, em busca da borracha, e com a esperança de melhorar a própria vida. Eles também invadiram áreas indígenas e causaram um conflito violento e sangrento. Trabalho missionário significava, no Início, acompanhar pastoralmente os habitantes nas margens dos rios e igarapés. Normalmente os missionários viajavam de barco de Porto de Moz, na boca do rio Xingu até São Félix, no alto deste rio. Eles passavam pelas comunidades e celebravam os sacramentos (batismo, casamentos, eucaristia e crisma). Era uma missão arriscada, pois os missionários tinham que enfrentar constantemente os perigos dos rios, das cachoeiras, da fauna, dos insetos, se expondo a doenças, como febre amarela, malária, hepatite e dengue, comuns na região. Foram viagens compridas e com muita solidão. Como não havia energia nem infra-estrutura técnica, era muito difícil a comunicação entre os padres.

A forma do apostolado dificultou muito a convivência entre eles. Cada um tinha quase sua própria missão. Ao lado da pastoral com os ribeirinhos e seringueiros se tornou importante o contato com várias tribos indígenas do interior mais distante de Altamira. Kaiapó, Assurini, Arara, Arawete, Ipixuna e outras tribos que dominavam antigamente esta região do Xingu foram deslocadas com a chegada dos "brancos". Em 1971 os Padres Antônio e Carlos Lukesch fizeram o primeiro contato com os Assurini. O segundo bispo da Prelazia do Xingu, Dom Eurico Krautler, relatou muito sobre as viagens e os contatos com estas tribos indígenas. Estes bons contatos continuam até hoje e a nossa casa em Altamira ainda é ponto de referência para eles.

PERÍODO DE ESTABELECIMENTO

A missão jovem começou se estabelecer enquanto o fantasma de uma guerra na Europa ficava cada vez mais perto. A infra-estrutura foi melhorada. Em 1939 iniciou-se a construção da Catedral em Altamira, e Vitória do Xingu ganhou uma pequena capela. Perto de Altamira foi construída uma chácara para garantir a alimentação dos padres e irmãos. Era o Sitio Cupu depois chamado Cachoeirinha junto com a capela da Santa Terezinha. O sítio foi o centro religioso e social dos lavradores daquela região. Além das construções que melhoraram a vida dos missionários foi também muito importante criar relações fraternas com outras províncias das Igrejas locais dentro do Brasil. Uma possível guerra na Europa poderia significar que o contato com a província-mãe na Alemanha seria rompido e, consequentemente a ajuda necessária para manter a missão.

Pe. Eurico Krãutler assumiu em 1938 o cargo de secretário particular do Arcebispo de Belém. Mais tarde ele também entrou na formação presbiteral dando aulas para os seminaristas da arquidiocese. Marcos Schawalder e João Menges assumiram um serviço na paróquia de Santa Isabel (40 quilômetros de Belém) e cuidaram também de um centro de hansenianos em Marituba. Pe. Eurico criou contatos com outras dioceses no sul do país, no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Santa Catarina. Estes passos foram muito valorosos pouco tempo depois. Em 1941 os EUA entraram na segunda guerra mundial contra a Alemanha. Como aliado dos norte-americanos o Brasil foi atingido. O contato da missão com a província-mãe foi interrompido e os membros alemães da congregação foram proibidos de viajar. Pe. Eurico, de origem austríaca, era o único que tinha possibilidade de visitar as Igrejas amigas no sul para organizar os recursos necessários para a vida e o trabalho dos missionários. Os anos durante a guerra foram muito difíceis. A vida se normalizou com o final da segunda guerra mundial em 1945.

Dois anos depois da guerra, chegou com o Pe. João Zemp (um suíço) mais um missionário. A missão voltou a manter o contato normal com a província da Alemanha. Em 1947, Pe. Eurico participou na assembleia geral da congregação em Roma. No mesmo ano foi comprada uma casa em Belém. Anteriormente os missionários hospedavam-se na casa do arcebispo. A nova casa (e própria), na Rua Dr. Assis n° 130 recebeu o nome de São Gaspar. Os anos seguintes foram marcados pelo desenvolvimento. Como resultados visíveis surgiram uma casa de formação para meninos, perto de Altamira, uma escola de ensino fundamental em São Félix, no alto Xingu, duas bibliotecas em Altamira e, também, uma casa para o movimento dos trabalhadores.

Em 1948 a sede da Prelazia foi mudada de Porto de Moz para Altamira. Além dos trabalhos práticos construindo a Missão e a Prelazia do Xingu aconteceu também um processo de estudos para conhecer melhor a região, seus moradores e a sua cultura. De modo especial o Pe. Carlos Borromãus Ebner publicou nas décadas de 40 e 50 vários artigos e livrinhos sobre temas culturais. Importante lembrar nesta primeira fase é a chegada do Pe. Frederico Tschol em 24 de dezembro de 1957. O tempo passou com atividades de construção. No mês de agosto de ·1959 foi celebrado o jubileu de 25 anos de existência da Prelazia do Xingu. Em preparação a esta festa foi realizada uma missão popular na cidade de Altamira. Neste tempo a cidade tinha mais ou menos 2500 habitantes. Quase a população I toda participou na missão e na festa.

OLHANDO PARA FRENTE

O que fazer desta ainda pequena missão, que já experimentou e sofreu tantos momentos difíceis? Depois da festa do jubileu foi esta a pergunta principal. Qual seria o caminho da Congregação e do Vicariato? No meio desta reflexão sobre o futuro, aconteceu, como uma sombra, a morte de nosso missionário da primeira hora. No final do ano 1960 faleceu o Pe. Marcos Schawalder, em Marituba.

O futuro pertence à juventude!" Pe. Guilherme Keel apresentou uma visão bem clara. Seria necessário trabalhar com jovens para formar padres brasileiros para a Prelazia e missionários para a Congregação. Um trabalho no campo da formação deveria servir também para combater a carência na educação. Com isso o projeto principal da década de sessenta foi dado. Em 1961 Pe. Frederico foi encarregado com a "Escola Apostólica". Ela foi improvisada na antiga Casa dos Padres, que estava abandonada e servia parcialmente de galinheiro. Aí vinte meninos começaram seus estudos. Em julho 1962 a casa velha foi derrubada e iniciada a construção da Nova Escola Apostólica. Os candidatos ao sacerdócio estudavam, por enquanto, no seminário da diocese de Santarém.

Por várias razões também foi realizado um passo para habilitar a Congregação no sul do Brasil. Já existiam relações com o arcebispo do Rio de Janeiro e, por isso, foi fácil abrir uma casa na então capital da República. Esta casa serviria como ponto de acolhida para missionários chegados da Europa ou para aliviar as viagens de férias para o outro lado do mundo. Um segundo pensamento foi criar uma base que possibilitaria uma expansão, mais para o sul, para realizar um trabalho vocacional. Outras congregações como capuchinhos e franciscanos encontraram nos estados mais ao sul um "campo vocacional florescente", e trouxeram de lá muitos jovens para as suas comunidades. O arcebispo de

Rio de Janeiro aceitou o pedido da Congregação dos Missionários do Sangue de Cristo (CPPS) sob a condição de que eles assumissem uma paróquia. Por isso foi criada a nossa paróquia do "Precíosíssimo Sangue" que foi inaugurada no ano 1965. No mesmo ano o Pe. João Zemp abriu uma casa em Irenópolis/SC. Mais tarde ele recebeu a ajuda e companhia do Pe. José Pachler. A tentativa de criar um seminário na cidade de Valoes não foi produtiva. A questão da formação dos próprios candidatos ficou por muito tempo ainda sem solução. Os trabalhos pastorais em Santa Catarina continuaram até 1976.

Em 1965 o número de missionários cresceu mais uma vez. Da Europa chegaram os Pe. Lucas Rodríguez Fuertes, Pe. Erwin Krâutler, Pe. Konrad Falter e Irmão José Gruber. Em 1965 com o encerramento do Concílio Vaticano abriu-se um momento de mudança na Igreja e também no Vicariato. Pe. Eurico Krãutler, neste tempo diretor do Vicariato, foi eleito membro da cúria-geral da congregação em Roma. Pe. Frederico Tschol assumiu a coordenação do Vicariato. Começou uma nova época com o desafio de nova entrada na formação, em teologia e catequese, para dar respostas adequadas aos novos tempos. Pe. Lucas, como vigário da paróquia no Rio de Janeiro; Pe. Guilherme, como colaborador na rota da arquidiocese do Rio de Janeiro e Pe. Erwin Krãutler, como diretor da "Escola Apostólica", em Altamira e professor no Colégio Maria de Mattias, participaram em vários cursos de atualização. Todavia, tudo precisava de um processo de crescimento.

Foi dado início a um processo de reorganização da Igreja na Amazônia. Nasceram dois regionais, cada um com mais de dez dioceses ou prelazias. Também a formação presbiteral foi organizada de novo. Nestes anos, depois do concílio Vatícano II, foram criados o Instituto de Pastoral Regional (IPAR), em Belém, e um instituto semelhante em Manaus (Centro de Estudos do Comportamento Humano CENESC). Passo a passo cresceram novas estruturas para formar padres e agentes leigos de pastoral. Por enquanto, estas novas estruturas de formação estavam se desenvolvendo. A Congregação tinha que pensar como formar os próprios candidatos. Um primeiro candidato, Haroldo C. Rebelo, foi enviado para Europa. Ele passou o noviciado e os estudos na Província Teutônica e na Itália. Mas a experiência não prosseguiu; pois, voltando da Europa, o candidato deixou a Congregação.

Em 1968 chegou o estudante Fritz Satzger, da Alemanha. Ele completou seus estudos no seminário dos Pallotinos em Curitiba. Em Altamira foi inaugurado o primeiro hospital, em 1967. O bispo Dom Clemente Geiger conseguiu realizar o projeto "Hospital São Rafael'', com ajuda da instituição MISEREOR, da Alemanha. Vieram também três enfermeiras e um médico da Europa, e, por muitos anos, a Prelazia e a congregação cuidaram deste projeto.

Um estilo de vida simples e trabalho sob condições difíceis marcaram a vida na missão nesta época. Viagens a pé, de cavalo ou carroça, e de barco eram rotinas. Energia elétrica existia somente nos lugares onde havia geradores de energia com motores diesel, isso por algumas horas por dia. Neste ambiente as pequenas notícias da "Crônica da Missão" (editada desde 1965) ganham um significado especial. Houve sucesso na compra de um carro Jeep-Rural para a paróquia de Irenópolis; a viagem das enfermeiras austríacas de Altamira para o Rio de Janeiro e São Paulo e muitos outros pequenos momentos. A vida na missão valeu a pena e apresentou, ao lado de muitas dificuldades, surpresas positivas.

A TRANSAMAZÔNICA

Um corte histórico com muitas mudanças aconteceu no ano 1970. O dia nove de agosto de 1970 Altamira recebeu visitantes importantes. O presidente do governo militar, Emílio Garrastazu Médici, viajou para o Xingu a fim de abrir oficialmente os trabalhos da construção da Transamazônica. Foi o projeto de uma estrada ligando Belém à Porto Velho, passando pela selva virgem da Amazônia. A Amazônia prometia riquíssimos recursos em ouro, diamantes, ferro, madeira e outros. Foi pensado também na criação de pequenas agriculturas, para possibilitar às famílias pobres do sul e do nordeste vencer o desemprego e a falta de renda e criar uma nova existência. Logo depois do início do projeto surgiram as dificuldades.

A região do município de Altamira contou em 1970 com mais ou menos 17.000 habitantes. A maior parte vivia na própria cidade de Altamira. Quando a obra da "estrada grande" iniciou, aumentou grande mente o número dos habitantes. Num período de 20 anos, a cidade de Altamira cresceu e se transformou de uma "aldeia" em uma cidade de 80.000 habitantes. O município evoluiu para um número de 200.000 habitantes. O índice de crescimento é de mais que 1000%. A velocidade do processo criou necessariamente dificuldades.

1 O projeto não levou em conta a existência de vários povos indígenas nesta área. Apesar da criação de áreas demarcadas, se desenvolveu um clima de guerra entre índios e habitantes novos.

2 Aos novos colonos faltavam conhecimento e experiência com o clima tropical e com as condições da terra, com os perigos da mata e as distâncias. Muitos destes pequenos agricultores desistiram depois de pouco tempo. Além das dificuldades com o ambiente se abriu uma segunda fronteira de grilagem da terra e da madeira. Este conflito não só afastou muitos colonos de suas terras, mas também causou muita violência e miséria.

3 A exploração dos recursos naturais ficou descontrolada e trouxe como consequência a destruição do meio ambiente e a expulsão de índios e colonos.

4 A infraestrutura da região não se desenvolveu conforme o número crescente dos colonos. Sempre teve falta no campo da saúde (atendimento ambulatorial, hospitais), falta de escolas e meios de formação, na estrutura das estradas (boa parte da Transamazônica fica intransitável todos os anos no tempo da chuva) e na segurança pública (ausência das entidades governamentais para organizar a vida).

Na Amazônia cresceu uma população esquecida pelo resto do Brasil. Os Missionários do Sangue de Cristo foram desafiados a viver e trabalhar no meio deste novo povo. Ao longo da Transamazônica cresceram num tempo bem curto muitas novas comunidades. Também foi colonizada a região do Alto Xingu, como Ourilândia, Tucumã e o vasto interior de São Félix. Num período de 20 anos surgiram mais de 600 comunidades, que foram organizadas em 12 paróquias.

Em 1971 o Pe. Erwin Krãutler conseguiu o reconhecimento dos seus estudos pelo Ministério da Educação e assumiu a vice-diretoría no Colégio Maria de Mattias, das Irmãs ASC. No dia 3 de maio, Pe. Eurico Krautler foi nomeado bispo e sucessor do Dom Clemente Geiger na Prelazia do Xingu. Em dezembro deste ano a cidade de Altamira foi interligada ao sistema da hidrelétrica de Tucuruí, com energia elétrica 24 horas por dia!

A PRIMEIRA ORDENAÇÃO SACERDOTAL

Em 1973 aconteceu a primeira ordenação sacerdotal no Vicariato. Fritz Satzger terminou seus estudos e recebeu o sacramento da ordem por Dom Eurico Krãutler na Catedral de Altamira.

No ano 1974 a Prelazia completou 40 anos de existência. Um sinal deste tempo foi a construção de um centro de formação no lugar do Sítio Cachoeirínha. O centro foi nomeado "Betânia", em referência a um centro de formação do mesmo nome da diocese-irmã de Porto Alegre. Esta diocese tinha ajudado a Prelazia e também os missionários por muitos anos. Betânia devia servir para a formação de lideranças e catequistas. Por causa do grande número das comunidades, das enormes distâncias e da má qualidade das estradas tornou-se impossível para os padres continuarem sozinhos com os trabalhos pastorais. Neste período nasceram as. comunidades eclesiais de base e a famosa Teologia da Libertação

Em 1975 foi realizada uma reforma na casa de Belém, tendo sido acrescentadas uma capela e uma garagem.

NOVAS ÁREAS DE PASTORAL

A diocese de Porto Alegre enviou, em 1976, dois padres para o serviço pastoral na Transamazônica, para fortalecer o pequeno grupo dos missionários da Prelazia. Chegaram os padres Alírio e Oscar. Em Altamira cresceu uma nova estrutura. A paróquia da Catedral foi dividida em três áreas de pastoral: “a Catedral”, "Nossa Senhora do Perpétuo Socorro", no novo centro da cidade e a "Imaculada Conceição", no bairro de Brasília.

LOTEAMENTO APARECIDA

Chegou em Altamira a primeira onda de colonos que não tinham conseguido estabelecer-se na Transamazônica. Eles procuravam na cidade moradia e trabalho. Altamira tinha pouco para oferecer. Como projeto de ajuda e para evitar a criação de favelas foi iniciado o projeto "Vila Brasília". Para a criação da Prelazia foi colocada como condição a posse de um certo fundo de terra como segurança. Neste tempo se comprou uma grande área de mata, que em parte fica alagada todos os anos, quando é tempo de chuva e o nível do rio sobe. Esta área fica ao lado da cidade. Com a chegada de milhares de retirantes em Altamira, a Prelazia colocou essa terra à disposição de famílias pobres, criando o Projeto LOTAP (Loteamento Aparecida), com 1300 lotes urbanos e o Projeto OLAP com 150 olarias.

Estes projetos ficaram, no início, sob o cuidado de Dom Eurico, depois sua administração foi assumida pelo Pe. Frederico. Com isso se criaram possibilidades de trabalho e moradia. Também foram construídos vários prédios, como: a igreja de Perpétuo Socorro, um novo seminário menor, substituindo a "Escola Apostólica" (como o prédio da Escola Apostólica não serviu mais, foi construída ao lado uma nova casa, esta vez já para estudantes do ensino médio), as oficinas no Jaburu e a gráfica na casa dos padres. Foi um período de construção e expansão.

PRIMEIRA EMISSORA DE RÁDIO

Em 1980 iniciou-se o projeto "Rádio Transamazônica". Era uma tentativa de criar um meio de comunicação para ligar e unir melhor as comunidades espalhadas ao longo da "grande estrada". Através das ondas do rádio foram transmitidas informações sobre as visitas dos padres, as ocorrências na Prelazia e impulsos para a vida espiritual. Depois de cinco anos a programação foi cancelada porque a autorização da rádio foi negada.

PADRE ERWIN ORDENADO BISPO

Nestes anos os conflitos sociais penetraram mais e mais no âmago dos trabalhos missionários. Anúncio do evangelho com voz profética este foi projeto principal de Erwin Krautler na frente do pequeno grupo dos missionários. Pe, Erwin foi nomeado sucessor do seu tio Dom Eurico como bispo da Prelazia do Xingu, no dia 12 de novembro 1980. No dia 25 de janeiro do ano seguinte ele foi ordenado bispo. Naquele tempo ele era o bispo mais jovem do Brasil. Em julho 1981 o irmão José Gruber foi ordenado sacerdote depois de ter terminado seus estudos de filosofia e teologia em Manaus.

CASA DIVINA PROVIDÊNCIA

Em 1984 foi criada a casa da "Divina Providência", inaugurada no dia 13 de maio, segundo domingo do mês, Dia das Mães. A Ir. Serafina Cinque, da Congregação das Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo (ASC), iniciou um trabalho com prostitutas e mulheres abandonadas. Ela também se preocupou com as mulheres gestantes que vieram do Interior e da Transamazônica para dar à luz os seus filhos, mas encontraram leito no hospital só dois ou três dias. A "Divina Providência" foi dedicada a elas, e aos doentes que precisavam de ajuda temporária. Neste ano também terminou a construção do Seminário Menor "São João Vianney'' (25 de maio).

Na década de 80 os trabalhos pastorais ganharam mais força com a chegada de duas congregações de irmãs franciscanas, os irmãos de La Salle e os Padres Xaverianos.

Em 1987 a situação em Belém mudou. A casa "São Gaspar" foi entregue aos bispos do Regional Norte 11 e serviu como casa de formação para os seminaristas diocesanos. Por intermédio da Ir. Maria Leikers, ASC a congregação comprou um terreno bem perto e construiu a "Casa Merlini" (a obra terminou em 1990). No mesmo ano o Vicariato assumiu a paróquia de "Nossa Senhora do Bom Remédio", no bairro do Satélite. O primeiro membro brasileiro da congregação, Pe. Pedro Bueno, ordenado sacerdote em 1984 em Altamira, assumiu o serviço de pároco, seu vigário, Pe. Lucas trabalhou no campo da formação no instituto IPAR.

ACIDENTE CRIMINOSO

O ano 1987 foi marcado por um grave acidente com Dom Erwin. No dia 16 de outubro o carro do bispo foi batido por um caminhão. Um companheiro do bispo, um padre jovem dos Xaverianos, Salvatore Deiana, morreu. Outro sacerdote xaveriano, Padre Mateus Antonello e uma funcionária da CPT, ficaram feridos; o bispo sobreviveu quase por um milagre. Este acidente foi arrumado e organizado para eliminar o líder da Igreja do Xingu, uma Igreja que se colocou ao lado dos pobres e dos pequenos. Desde o primeiro dia de seu bispado, Dom Erwin, junto com seu clero e os leigos que participavam no trabalho missionário e pastoral, tinham se colocado ao lado dos pobres e oprimidos. A Igreja do Xingu posicionou-se claramente contra os latifundiários e todos que tinham como projeto a ganância e a exploração.

OUTRAS CONGREGAÇÕES NA MISSÃO

O ano de 1989 trouxe novidades. Dentro do processo de "volta às fontes e às origens," promovido pelo Concílio Vaticano II, ficou clara a importância da colaboração das diversas congregações com a mesma espiritualidade do Sangue de Cristo. Missionários, Irmãs Adoradoras e as Preciosinas (Irmãs do Preciosíssimo Sangue de Cristo, fundação da Madre Bucchi em Monza/ltália) iniciaram um processo de entrosamento como "família do Preciosíssimo Sangue de Cristo". A partir deste ano realiza-se anualmente um seminário de estudos e de espiritualidade entre as três congregações. Este projeto objetiva a criação de formas novas para melhor testemunhar o próprio carisma e a espiritualidade do Sangue de Cristo na cultura e realidade do ambiente do norte do Brasil.

Neste período o Pe. Lucas deixou o trabalho do IPAR e assumiu um cargo maior na paróquia do Bom Remédio no Satélite. A assembleia anual do Vicariato tratou mais uma vez a questão da formação de candidatos para a Congregação. A formação tinha se diluído em vários lugares.

 

Depois de falha a tentativa de formar candidatos na Europa, os candidatos foram para o sul do país, passando por várias casas de formação de outras congregações. Naturalmente esta experiência não deu certo. A última experiência foi no Rio de Janeiro, e também faliu. Após isso, a assembleia decidiu instalar a formação na casa paroquial no bairro do Satélite. Os candidatos deveriam participar da convivência e dos trabalhos da paróquia. A formação filosófica e teológica aconteceria no IPAR e o Pe. Lucas ficou encarregado dessa formação.

Na década de noventa os conflitos sociais se mostraram mais e mais graves. A luta pela terra, pelos recursos e pelo meio ambiente se tornou uma guerra violenta. Incontáveis mortos, vítimas de assassinatos a cada ano foram a expressão clara da realidade. Os trabalhos missionários foram acompanhados pelo medo e a ameaça de morte. Um outro grande desafio foi a crescente pobreza nas periferias da cidade de Altamira.

Em 1992 chegou mais um jovem missionário da Europa, Pe. Andoni, da província Ibérica. Ele participou dos trabalhos na paróquia de Bom Remédio, pois o Padre Pedro tinha saído. Depois de quatro anos Pe. Andoni trocou o lugar com o Pe. José Gruber, que por questões de saúde, devia sair de Altamira. Neste mesmo ano foi inaugurado o centro comunitário da área pastoral da Catedral. O centro, com salas para a catequese e um salão paroquial com balcão, recebe o nome do "Papa do Concílio Vaticano II", João XIII.

Em 1993, Pe. Frederico Tschol assumiu, além da pastoral na Catedral, a paróquia de Medicilândia, no quilômetro 90 da Transamazônica. Esta Paróquia é constituída por cerca de 90 comunidades. Pe. Fred revezava metade do mês em Medicilândia e a outra metade em Altamira.

Uma tragédia aconteceu no dia 10 de outubro de 1995. Foi um duro golpe contra a Prelazia e a congregação. Ir. Humberto Mattle foi vítima de um assassinato. Dois assaltantes entraram em casa por uma porta lateral, atiraram e mataram o irmão Humberto. Ele tinha assumido neste dia o serviço como porteiro, substituindo o empregado que estaria no plantão. Os, dois já tinham tentado entrar em casa pela porta principal, mas não conseguiram devido a uma enorme fila de pessoas que procuravam ajuda financeira do Pe. Frederico. O pessoal impediu a passagem dos dois homens sem saber o que eles queriam. Provavelmente, eles procuravam simplesmente dinheiro, porque depois do assassinato do irmão Humberto eles assaltaram o Banco da Amazônia. Os dois foram presos pela polícia dias depois, mas, pouco tempo depois conseguiram fugir.

A década de noventa ficou marcada por processos de organização das diversas pastorais nas comunidades. Segundo o carisma da Congregação, as pastorais sociais ganharam atenção especial: Pastoral dos Sem Terra, Pastoral Carcerária ou a Pastoral da Saúde. O maior projeto dos trabalhos pastorais foi formar leigos como agentes de pastoral e encorajá-los a assumir responsabilidades. Neste período também foram ordenados os primeiros padres diocesanos da Prelazia.

O trabalho pastoral e o acompanhamento das numerosas comunidades melhoraram bastante. Hoje em dia a Prelazia conta com 11 padres incardinados na Prelazia e uns padres diocesanos da Igreja Irmã de Porto Alegre, além dos Missionários do Sangue de Cristo e dos Padres Xaverianos. Com um número crescente do clero diocesano a relação entre a Congregação e a Prelazia mudou.

HORA DE REPENSAR O VICARIATO

Até agora a Prelazia e a congregação eram idênticas. Com os primeiros padres diocesanos iniciou-se um processo de "separação". Mesmo o bispo, sendo um Missionário do Sangue de Cristo, a Congregação é apenas um grupo ao lado de outros que levam em frente os trabalhos pastorais. A Prelazia está no caminho para alcançar sua autonomia. Este processo de desapego é doloroso; mas, necessário. Neste momento se inicia também um processo de "repensar os projetos e a vida no Vicariato". A média da idade dos membros é maior que 60 anos. A questão da formação de candidatos próprios ainda não foi resolvida com sucesso, e a expectativa de novos missionários vindos da Europa é mínima, quase zero.

Em 1998 a assembleia anual do Vicariato pediu ajuda à Cúria Geral e às outras províncias, de novos missionários. Foi decidido um catálogo de tarefas na reestruturação da comunidade e de Vicariato:

 

  • limitar os trabalhos pastorais para dar mais atenção a um trabalho vocacional e à formação do candidatos presentes;

  • devolver as duas paróquias, do Rio de Janeiro e de Belém, para criar apenas duas comunidades.

  • a comunidade de Belém deve ser explicitamente uma "comunidade de formação";

  • comprar ou construir uma casa em Belém que seja útil como seminário.

 

A congregação mundial respondeu ao pedido do Vicariato a este plano de reestruturação. Em 1999 chegou Pe. Marco Túlio, da Guatemala: um ano depois o Pe. Michael Rohde, da Alemanha, e em 2001 o Pe. Rafael Malecki, da Polônia. Foi o início de uma nova era!

No final do ano 2000 a paróquia "Nossa Senhora do Bom Remédio", no Satélíte/Belérn foi devolvida e comprada uma casa em Ananindeua (um dos três municípios da Grande Belém). Esta casa foi destinada para uma nova tentativa no campo da formação. Anteriormente o Pe. Fritz Satzger, no Rio, e depois o Pe. Lucas, em Belém, fizeram a formação de Seminaristas paralelo ao trabalho paroquial. Agora iniciou-se um trabalho de formação no próprio seminário. Um ano depois a paróquia do "Preciosíssimo Sangue de Cristo", no Rio de Janeiro foi devolvida. Pe. Fritz Satzger foi para a região do Xingu, Pe. Joaquim Farinha Cardoso voltou como aposentado para Europa.

A reestruturação não está sendo tão fácil. A convivência de duas pessoas é uma outra que a de um grupo de cinco ou mais pessoas. Conviver precisa de um processo de aprendizado. Por isso foi, temporariamente, assumida a paróquia de Vitória do Xingu para dar mais espaço e aliviar as tensões que surgiram na convivência.

Mais um passo na realização das decisões da assembleia de 1998 foi a saída da comunidade da casa do bispo chamada "A Prelazia" para uma própria casa na antiga "Escola Apostólica". Em 2001 começou a reforma do antigo prédio, e dois anos depois aconteceu a mudança. Foi um passo no desapego visível da Prelazia, necessário para criar uma identidade própria como congregação missionária dentro da Prelazia.

Em 2002 Pe. Michael assumiu o trabalho na formação dos seminaristas. Depois de dois anos de preparação no aprendizado da língua portuguesa e da cultura ele mudou-se de Altamira para Belém. Aí tinha quatro seminaristas morando com os padres Lucas e José. A casa se mostrou pequena demais. Por isso foi comprado o terreno vizinho com uma casa existente. Depois de uma reforma o seminário mudou para lá e logo cresceu, chegando também esta casa ao seu limite. Em 2004 foi decidido desmanchar este prédio e construir uma casa adequada às necessidades de um seminário.

A comunidade de formação este ano de 2005 tem dez seminaristas. Três se encontram na etapa da teologia, um na filosofia, e um está se preparando para entrar no Instituto de Formação Presbiteral num ano de propedêutico. Cinco dos jovens participam num curso de dois anos da Conferência Nacional dos Religiosos (CRB) que oferece os primeiros passos na formação humana e cristã e na vida religiosa.

O futuro foi iniciado, mas ainda não está conquistado. Já existem novas estruturas como casas novas ou comunidades de casa diferentes. Mas é preciso continuar neste espírito pioneiro que os primeiros missionários testemunharam na região do Xingu para escrever a história do Vicariato Brasileiro além da festa do jubileu de 75 anos de sua existência.

 

Missionários do Sangue de Cristo

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