Coordenadores de pastoral, religiosos, religiosas, leigos e leigas dos seis regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que fazem parte da Amazônia Legal participam até o dia 16, na cidade de Belém (PA), do II Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal. A reunião que começou nesta segunda-feira (14), tem como proposta discutir a realidade política, social, econômica, cultural e religiosa da região, e a contribuição da Igreja Católica para a promoção e defesa da vida dos habitantes e da biodiversidade. A proposta é fazer uma análise geral de como está sendo desenvolvido o trabalho missionário, atualmente, na região. Além disso, ouvir o depoimento dos bispos e, a partir daí, traçar novas perspectivas e estabelecer novos desafios.

O presidente da Comissão Episcopal Especial para a Amazônia da CNBB, cardeal Claudio Hummes, diz que o encontro vai ser uma oportunidade para criar uma unidade ainda maior. “Esses encontros sempre visam fortificar as unidades sem desrespeitar a diversidade da região, é claro”, afirma.

O trabalho missionário da Igreja Católica na Amazônia existe há 400 anos, desde fundação da cidade de Belém. De lá para cá muito já foi feito e outros tantos desafios ainda precisam ser enfrentados. “A igreja sempre teve presente na história da Amazônia e sempre esteve presente para acompanhamento do povo na história e para ajudar a iluminar o caminho nessa história”, afirma o cardeal Hummes.

O primeiro encontro ocorreu em Manaus(AM),em 2013 e, ao final do encontro foi redigida e divulgada uma carta-compromisso.

O bispo emérito do Xingu (PA)e presidente do Comitê Brasileiro da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam), dom Erwin Kräutler, explica que ainda tem muito a ser feito na região.

O documento foi uma indicação, dicas para todas as prelazias e dioceses para implantação e fortificação da igreja na Amazônia. O que importa é que as igrejas tomem consciência que todos nós temos que caminhar na mesma direção e viver o compromisso na Amazônia", ressalta dom Erwin.

Durante o II Encontro também deve ser dado destaque às experiências pastorais em execução na região, bem como refletir sobre novas propostas pastorais à luz dos documentos e orientações do papa Francisco.

Fonte: CNBB