PARÓQUIAS

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Anapu, Pará – 11 de junho de 2013

 

No ano 2011, o governo municipal de Anapu assinou um TAC com o Ministério Público Federal se comprometendo a fazer diminuir o desmatamento ilegal no município. Este acordo não foi cumprido. Terminou Anapu sendo uma sede para a Operação Onda Verde de IBAMA. Uma das exigências do TAC foi 80% dos agricultores do município cadastrados no CAR para poder fazer roça de forma legal.

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Comissão Pastoral da Terra-CPT Xingu - Núcleos Altamira /Anapu

Rua Santa Luzia, 32 - Anapu, PA

 

Amigas e Amigos, Companheiras e Companheiros, Colaboradoras e Colaboradores:

Vocês estão convidados e convidadas de participar nos eventos que comemorarão o 10º aniversário do assassinato da Irmã Dorothy. Haverá a celebração da Santa Missa presidida por Dom Erwin Krautler às 10 horas no Centro São Rafael, Anapu onde há o túmulo da Irmã Dorothy. Nesta missa haverá Crisma de 7 jovens. Depois da missa haverá um grande almoço comunitário. À tarde está programada uma conversa com várias autoridades dos governos municipal, estadual e federal.

Quando enterramos o corpo da Irmã Dorothy em fevereiro de 2005, repetimos muitas vezes que não estamos enterrando Irmã Dorothy, mas sim, estamos a plantando. Ela é uma semente que vai dar muitos frutos. Queremos celebrar estes frutos e as novas sementes que estes frutos estão lançando.

O povo ficou e a luta continuou como continua. De uma forma ou outra vocês têm participada desta caminhada. Neste dia queremos celebrar esta caminhada. Convidamos vocês a participar desta celebração junto com o povo de Anapu.

VENHA! PARTICIPE! CELEBRE!

DOROTHY VIVE: SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE!

SOMOS FRUTOS! SOMOS SEMENTES! SOMOS SEMENTES! SOMOS FRUTOS!

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JESUS: O Rosto da Misericórdia do Pai.

 

Pela sua carta “O rosto da misericórdia” o Papa Francisco decretou o ano de 2.016 como o ano jubilar extraordinário da Misericórdia.

Este ano a Liturgia nos ofereceu de reler e meditar o Evangelho segundo São Lucas. São João Crisóstomo chamava São Lucas de: “escriba, isto é escritor, da Misericórdia de Deus”; e ainda dizia que a misericórdia “é a rainha das virtudes”.

Bons motivos para nós aproveitarmos esta festa de São Benedito para refletir e nos deixar invadir pala misericórdia divina. Pois o desejo de Jesus é que nós “sejamos misericordiosos como o nosso Pai é misericordioso”.

 

 

1. Experimentar a misericórdia de Deus:

Já no Antigo Testamentos numerosos são as pessoas que fizeram a experiência da misericórdia e da bondade de Javé. Fizeram essa experiência em grupo ou individualmente, e cantam essa misericórdia de Deus. Basta lembrar o Salmo 136 que canta o amor de Deus que cria e recria, libertando da escravidão: “Celebrai a Javé porque ele é bom, porque o seu amor é para sempre”, “eterna é a sua misericórdia”.

Da mesma forma o Salmo 103 declara: “Javé é compaixão e piedade, lento para a cólera e cheio de amor… O amor de Javé existe desde sempre e para sempre existirá por aqueles que o temem”. A misericórdia de Deus é aqui evocada como “compaixão” isto é a capacidade de padecer com o outro, de se identificar com o outro nos seus sofrimentos. A dor alheia se torna a minha dor. Esse sentimento vem do mais fundo da pessoa, vem das suas entranhas.

É porque ele conhece o sofrimento do seu povo no Egito que Javé decide libertá-lo das mãos do Faraó. “Conhecer” na língua hebraica não é somente uma questão de saber intelectual (podemos conhecer a dor dos outros através de uma reportagem ou de um documento, mas não passa de um conhecimento teórico). “Conhecer” para os Hebreus é “com-nascer” isto é ter um sentimento de partilha, de solidariedade, de profunda comunhão com a pessoa que está padecendo. Com ela padecemos (com-padecer= compaixão). Aqui podemos reler a mensagem da sarça ardente (Êxodo 3, 1-15).

Observamos como no texto é descrita a misericórdia de Deus: ele vê, ele ouve, ele conhece, ele desce, ele liberta....todos estes verbos nos indicam que a misericórdia não é palavra e sim ação. Os verbos marcam os diversos passos que levam Deus a ter misericórdia.

É a partir dessa experiência que Moisés descobre o Deus da misericórdia e da compaixão. Vamos ler no livro do Êxodo 34, 5-7. Javé é o Deus “de compaixão e de piedade, cheio de amor e de fidelidade”. Talvez que mais do que “Javé”, esse seja realmente o nome que revela melhor quem é o Deus de Israel. O amor é a gratuidade de Deus (=sua graça) que se manifesta de forma muito diversa. Lá também basta reler o Salmo 146 para conhecer a lista de todos os benefícios que Javé realizou em favor do seu Povo e das pessoas em particular, movido pela sua compaixão. Deus nos ama, sua misericórdia é para sempre reza e canta o Povo de Israel. Assim “amor e fidelidade” se torna o próprio nome de Deus. A misericórdia vem das entranhas, é a compaixão de quem sofre e padece com o outro. A certeza da misericórdia de Deus para com a humanidade gera a fidelidade, Ele é nossa segurança, por isso Deus é também chamado de “rochedo” sobre o qual podemo-nos apoiar sem medo de cair ou escorregar. Deus é firme e seguro e isso gera em nós a fé (fé, firmeza, fidelidade, todas palavras que tem uma única origem numa palavra hebraica: “Amém”)

Para refletir: quais são as experiências da misericórdia de Deus que tivemos em nossas vidas, vamos compartilhar estas experiências.

Podemos rezar juntos o Salmo 136 e depois das louvações por causa das misericórdias de Deus, acrescentamos as nossas de hoje.

Para refletir: Como hoje, posso descobrir a misericórdia de Deus nos acontecimentos? Mais facilmente dissemos que Deus não olha para nós, nos abandonou? Você concorda? Será que estas experiências do antigo Testamento são do tempo passado? Não vale mais para nós hoje? O que você acha?

2. OSÉIAS, o Profeta da misericórdia divina.

 

Profeto Oséias

O Profeta do amor incondicional

* Nome Oseias do hebraico "ysh", Hoshea"

siginifica "salvação", "Libertação ou livramento, ou ainda "O Senhor Salva";

O nome procede da mesma raiz de Josué e

é uma forma carinhosa de se chamar o nome

original, tipo Chico no lugar de Francisco.

 

Oseias 11, 1-9.

Foi do meio da escravidão no Egito que os Hebreus fizeram a experiência da misericórdia do seu Deus. É do meio de uma situação social conturbada que o Profeta Oseias vai fazer a experiência da misericórdia divina.

Israel (o Reino do Norte cuja capital é Samaria) começando pelos seus líderes (reis e príncipes, magistrados e sacerdotes, Oséias 5, 1-7) abandonou o seu Deus, aquele que o tirou do Egito, e se entregou aos ídolos cananeus, divindades da fertilidade e da prosperidade (Oséias 2, 4-1). É a infidelidade em todas as suas dimensões: traíram a Aliança com Javé e por isso é a desordem social (Oséias 4, 1-3) e a idolatria que sustenta este sistema onde quem domina é o mais forte, ou seja, o mais poderoso econômico e politicamente.

Pela voz do Profeta, Deus lembra ao seu povo todo o amor que sempre teve para com Israel (Oséias 11, 1-9).

Vamos notar, neste texto, o vocabulário usado pelo Profeta e que expressa o amor de Deus para com o seu povo: amei, chamei o meu filho, ensinei a caminhar, tomei nos meus braços, cuidava deles, atraí com laços de amor, levantei contra o meu rosto, me inclinei para ele para alimentar, como poderia te abandonar, meu coração se contorce dentro de mim, minhas entranhas comovem-se.

Na Bíblia, duas palavras expressam a misericórdia divina, a primeira é “Rahamim”: é o termo hebraico para designar as “entranhas”, é o plural de “Rehem” que significa “ventre materno”. É a ternura da mulher para com o fruto de seu ventre (1º Reis 3, 26). É um amor totalmente gratuito.

Hesed” é a segunda palavra que indica uma profunda atitude de bondade. Quando esta disposição se estabelece entre duas pessoas, estas passam a ser, não somente benévolas uma para com a outra, mas, ao mesmo tempo, reciprocamente fiéis por força de um compromisso interior. No Antigo Testamento como no Novo, encontramos a expressão “amor e fidelidade”, “graça e verdade” (Êxodo 34, 6; Provérbios 20, 28; Salmo 25, 10; João 1, 14 e 17). Esta expressão se torna o próprio nome de Deus. Para falar de Deus se diz simplesmente “amor e fidelidade” (Êxodo 34, 6; Oséias 2, 21-22; Salmo 117; João 1, 14).

Vamos reler uns destes textos e conversar a seu respeito.

Vamos rezar o menor de todos os Salmos: o Salmo 117. Quando se celebra o Deus de Amor e fidelidade, tudo já é dito. Qual seria o canto de hoje mais próximo deste Salmo?

Jesus nos revela que Deus é amor, por isso, vem morar em nós (João 14, 21 e 31). João que contemplou em Jesus esta revelação, repousando no peito de Jesus (João 13, 25 e 1, 18) escreve na sua carta: “Deus é Amor” (1ª João 4, 8 e 16). “Ágape”, a caridade, é a plenitude do amor (Romanos 5, 8). Este amor-caridade vem de Deus (1ª João 4, 7) e “é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo” (Romanos 5, 5).

A misericórdia é a caridade que “toma mãos e pés”, ou seja, o amor que se manifesta e age. A misericórdia, como manifestação típica da caridade, não é apenas um sentimento, mas uma ação decidida e generosa (Tiago 1, 27), capaz de transformar e libertar. Ela é inseparável da justiça e se concretiza no partilhar. Não se trata de dar qualquer coisa ao outro, mas de admiti-lo em nossa vida. “Ninguém tem o direito de ser feliz sozinho” (Raoul Follereau no livro “O Evangelho da misericórdia, página 191).

Para refletir: Que ideia tenho do amor? Deus me ama! Mas creio de verdade que Deus me ama? Como sinto que ele cuida de mim?

Como Deus está querendo que retribua o amor que Ele tem por mim? Para responder leia 1ª de João 3, 16 e 4, 11.

Para orar: Salmo 85; Salmo 103.

 

3. “Nos visitou a misericórdia do nosso Deus”.

Lucas 1, 67-79.

 

São Lucas desde o início do seu livro nos coloca num clima de misericórdia e bondade.

Como outrora Deus se lembrou de Abraão e Sara, hoje se lembra de Zacarias e Isabel. Ele se lembrou de suas promessas feitas por seus Profetas. Pelo Profeta Natã, Deus prometeu constituir uma dinastia para Davi (2ª livro de Samuel 7, 11-12). Como visitou o seu povo no Egito, agora visita o seu povo que está debaixo da dominação romana. Ele vem para libertar. Deus se aproxima de nós “com simpatia” dizem os Padres da Igreja. Pelo amor, Deus chega a identificar-se com os que Ele ama. Assim se expressa Santo Agostinho: “Estarias morto para sempre, se Ele não tivesse nascido no tempo, jamais te libertarias da carne do pecado, se Ele não tivesse assumido uma carne semelhante à do pecado. Estarias condenado a uma eterna miséria se não tivesses recebido esta misericórdia”.

Com Jesus aparece entre nós, em plenitude, “a bondade e amor de Deus, nosso Salvador” (Tito 3, 4). Nele “temos reconhecido o amor de Deus por nós, e nele acreditamos” (1ª João 4, 16). Jesus é a visibilidade do amor de Deus, pelas atitudes, pelos gestos, pelas palavras ele nos revela o amor do Pai Ele é " o rosto da misericórdia do Pai" título da carta do Papa Francisco proclamado o Jubileu extraordinário da misericórdia).

Essa presença misericordiosa de Deus nasce entre os empobrecidos, os “os pobres de Javé”. São as pessoas que confiam na fidelidade divina e tem certeza de que Deus não abandona o seu povo (Zacarias, Isabel, Maria, José, Simeão, Ana…).

A Boa Nova é proclamada por mulheres e na casa ( e não por homens no Templo ou na Sinagoga....). Esta é outra obra da misericórdia de Deus. Ele vai revelar o seu rosto misericordioso através das mulheres e num ambiente que não é mais o Templo.

A encarnação de Jesus é a manifestação do amor de Deus: “Deus amou tanto o mundo que lhe enviou o seu filho unigênito” (João 3, 16). João na sua primeira carta enaltece o amor de Deus: foi ele que nos amou por primeiro

E Jesus será o rosto visível do amor de Deus para conosco: “Quem me viu, viu o Pai” (João 14,9). “Com efeito, a graça de Deus se manifestou para a salvação de todos os homens... quando a bondade e o amor de Deus, nosso Salvador, se manifestaram, Ele salvou-nos, não por causa dos atos justos que houvéssemos praticado, mas porque por sua misericórdia, fomos lavados pelo poder regenerador e renovador do Espírito Santo”(Tito 2, 11 e 3, -5).

Em Jesus aproximou-se de nós o nosso Deus, Jesus é a face humana “da graça e da verdade” (João 1, 14 e 17: hesed we émet, amor e fidelidade)

Jesus nos revela que Deus é amor, por isso, vem morar em nós (João 14, 21 e 31). João que contemplou em Jesus esta revelação, repousando no peito de Jesus (João 13, 25 e 1, 18) escreve na sua carta: “Deus é Amor” (1ª João 4, 8 e 16). “Ágape”, a caridade, é a plenitude do amor (Romanos 5, 8). Este amor-caridade vem de Deus (1ª João 4, 7) e “é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo” (Romanos 5, 5).

Contemplar umas cenas dos dois primeiros capítulos do Evangelho segundo Lucas: a Anunciação; a Visitação; o nascimento de João Batista ou de Jesus. Em todas estas cenas é a misericórdia de Deus que se manifesta.

Para refletir: Como vejo hoje a manifestação da misericórdia divina?

Como estas manifestações passam a ser a minha oração

e meu louvor?

Para orar: os dois hinos de Zacarias e de Maria: Lucas 1, 46-55 e 1, 67-79.'

 

4. A prática misericordiosa de Jesus.


 


Lucas 7, 36-50.

Vamos acompanhar nesta contemplação da ação de Jesus o livro do Evangelho segundo Lucas.

Antes do ensinamento de Jesus sobre a misericórdia, Lucas insiste sobre a sua prática misericordiosa. De fato Lucas nos diz que ele “escreveu o que Jesus fez e ensinou” (Atos dos Apóstolos 1, 1). A prática vem na frente da palavra.

A prática, mesmo sem palavras, é Boa Nova também e antes de tudo. Lucas nos lembra a presença e a ação de Jesus junto aos mais abandonados: os doentes, as mulheres, os estrangeiros... Já, na Sinagoga de Nazaré, Jesus anuncia o seu projeto de ação: Ele vem ungido na força do Espírito, para aliviar as dores dos sofridos e esmagados, Ele vem para anunciar “o ano da graça de Deus” que é o ano jubilar, ano do perdão e da libertação (Lucas 4, 16-22).

Vamos contemplar a misericórdia de Jesus com as mulheres. São muitas as cenas narradas no Evangelho segundo Lucas. Vamos tentar lembrar alguns textos do Evangelho segundo São Lucas que narram a ação de Jesus junto à mulheres.

Num primeiro texto Jesus acolhe uma mulher considerada pecadora (Lucas 7, 36-50). Ela trata Jesus com todos os gestos da hospitalidade, coisa que o Fariseu não fez. Jesus sabe o que está no coração de Simão: “se este homem fosse um profeta, homem de Deus, não deixaria esta mulher lhe agarrar os pés”.

Para a mulher a primeira Boa Nova é justamente que Jesus a deixou agarrar os seus pés, beijar, perfumar, enxugar... Jesus não a rejeitou e sim a acolheu.

Agora é preciso evangelizar o Fariseu. Simão: “Vês esta mulher”.

Jesus nos pede de fixar o nosso olhar na adultera, na prostituta. É preciso parar e olhar, pois é o nosso próprio pecado que está diante de nós.

Marginalizamos as prostitutas, como os Judeus levavam as adulteras para o apedrejamento. Para podermos continuar de nos achar limpos, puros, pois a gente se acha inocente quando prendemos um culpado. Responsáveis de atos ilícitos, pegos na hora, não podem negar o fato e assim nos permitem de esquecer com toda boa fé as nossas próprias irresponsabilidades.

Em Cristo Jesus nos é dado o perdão, que é a fonte de um amor novo. No coração da mulher, e nosso, corrompido pelo pecado, uma fonte nova jorra, e tudo se torna novo. Nesta mulher, como em nós, ressoou o apelo do amor e ela, como nós, corresponde plenamente a este amor.

Outro texto fala de uma mulher encurvada (Lucas 13, 10-17), Jesus dá toda a sua atenção às mulheres encurvadas pelo peso da discriminação tanto social como religiosa, em tudo a mulher era marginalizada. Por isso, Jesus lembra que ela também é filha de Abraão, como ele o lembrará a respeito de Zaqueu (Lucas 19, 9). Jesus devolve a dignidade da mulher, pois ela não podia louvar a Deus na Sinagoga, mas agora glorifica o Senhor como já tinham feito as duas mulheres (Maria e Isabel) na casa de Zacarias (Lucas 1, 39-55).

No Evangelho segundo Lucas, Jesus manifesta ainda a sua compaixão para com uma mulher viúva: a viúva de Naim. Três vezes Lucas, no seu livro, usa o verbo “ter compaixão” (com a viúva de Naim, o Bom Samaritano e o pai do filho pródigo). Em 7, 11-17, é o Senhor que tem compaixão, portanto Deus mesmo, presente em Jesus. Não podemos deixar de pensar nesta compaixão do filho para com a mãe, que um dia será a própria mãe dele, viúva, que conduzirá o filho único para a sepultura. Jesus vai repetir o gesto de Elias e de Eliseu, devolvendo o filho à vida e à mãe., prenúncio de sua própria ressurreição (1º livro dos Reis 17, 23; 2º livro dos Reis 4, 36).

Não podemos esquecer de que no Evangelho de João, a misericórdia divina tomou o rosto do Bom Pastor. Quem quiser pode também meditar e contemplar a partir deste texto (João 10, 1-18). O Bom Pastor ouve a voz das ovelhas, como elas ouvem a sua. Ele as conduz para pastagens e riachos abundantes, Ele dá até a sua vida, defendendo-as do lobo.

Para refletir: De que maneira eu pratico a misericórdia?

Com quem eu sou mais misericordiosa? Porque?

Para orar: Salmo 16; Salmo 23; Salmo 26; Salmo 34.


 

5 . As parábolas da misericórdia (Lucas 15, 11-32.)

Jesus costumava ensinar por meio de parábolas. No livro de Lucas três delas estão reunidas num capítulo só: o capítulo 15. Elas receberam o nome de “parábolas da misericórdia”.

Lucas as introduz por um versículo que situa muito bem esta mensagem: “Os fariseus e os escribas murmuravam: esse homem recebe os pecadores e come com eles” (Lucas 15, 2).

Jesus chama os fariseus e os escribas à misericórdia como o Pai do filho pródigo foi compassivo e misericordioso.

Três pessoas ocupam um lugar central nesta parábola, mas quem está no centro da parábola é o Pai, por isso seria melhor falar em parábola do Pai compassivo e misericordioso. O filho mais novo representa todos os excluídos da sociedade, a qual se acha “justa, limpa, sadia, honesta”. O filho mais velho representa os pretensos “justos e impecáveis”. Ele é a figura de todas as pessoas que tem prazer em humilhar, em espalhar defeitos e falhas dos outros.

O Pai respeita a liberdade do filho. Ele não o priva de liberdade para lhe dar segurança. Não a tutela! O filho vai fazer sua experiência de vida, e então “vai cair em si”. Discursos e práticas tutelares impedem à pessoa de crescer em humanidade, dificulta a pessoa “cair em si”. Diante do filho reclamando sua parte da herança e partindo, o Pai não fala. Deus criou a pessoa livre ao ponto de ter condição de dizer “Não” ao seu Criado!

O Pai vê de longe. E nós que, às vezes, não queremos ver nem de perto nem de longe! Deus vê de longe e em profundidade (Salmo 138, 1-2. 16: Tu me sondas Senhor…).O Pai vê com o corpo todo e não somente como os olhos.

E o Pai se comove e a alegria toma conta de todo o seu corpo. Não só a dor comove, mas também a alegria do reencontro.

Então ele corre ao encontro do filho. A misericórdia supera todas as expectativas do filho. Ele é acolhido como filho e não como empregado.

O Pai dá ao filho o sinal do perdão: ele o beija (2º livro de Samuel 14, 33).

A festa pode começar! Aí está toda a diferença entre Jesus (imagem do Pai) e os fariseus e escribas: Jesus se relaciona na misericórdia e na compaixão, enquanto os fariseus tratam segundo o rigorismo da Lei (puro impuro) quem transgrediu a Lei deve ser punido. A misericórdia devolveu ao filho a sua verdadeira identidade. A compaixão é o caminho que leva ao perdão, à misericórdia, ao amor gratuito.

O Pai usa da mesma atitude para com o filho mais velho: ele lhe quer bem e lhe lembra que ele está todos os dias junto dele. Mas parece que mesmo assim o filho não compreendeu o que é a misericórdia.

Vivemos tanto junto de Deus e com Deus (oração, Eucaristia, palestras, leituras bíblicas), mas não descobrimos a imensidão da misericórdia divina. Porque? Por que o nosso olhar e o nosso julgamento partem de nós e do que achamos certo, em vez de partir, como Deus nosso Pai, dos excluídos, das vítimas. Deus não exclui ninguém do seu amor (se não seria se negar a si mesmo), mas Ele se situa de maneira diferente, ele se coloca no lugar do outro com ele sente a dor e o sofrimento tanto físico como psicológico ou espiritual.

Como cristão chamado à misericórdia, me sinto mais perto da atitude do pai ou do filho mais velho?

Sou capaz de perdoar até esquecendo as ofensas que recebi? (“Eu perdoo, mas não esqueço!”).

O que penso e digo das pessoas marginalizadas de hoje, as desguiadas?

Salmos para a oração: 24; 25; 32.

 

6 .“Sejam misericordiosos como o seu Pai é misericordioso”

 


 

Aquele que usou misericórdia” Lucas 10, 37).

 

Este apelo de Jesus para os seus discípulos e discípulas é um apelo a uma atitude interior: ter um coração misericordioso, sem isto não haverá prática misericordiosa. É um apelo à conversão.

Para ilustrar este apelo à misericórdia, Lucas nos relata a parábola contado por Jesus: o bom Samaritano. Vamos reler o texto: Lucas 10, 29-37).

O Samaritano e uma pessoa que enxerga e o seu olhar é de compaixão para com aquele que sofre. Ver o sofrimento do outro, enxergar a realidade. Quem não vê é como quem não sabe. É um analfabeto da realidade!

Mas o olhar leva ao coração, assim é na antropologia bíblica. A lâmpada do corpo é o teu olho (Lucas 11,34) “Só se vê bem com o coração” (Pequeno Príncipe). Ele olha e se comove, isto é, sente nele a dor do outro, compadece, compartilha o sofrimento do outro. Ele não fica alheio, mas assume com ele a dor pela qual outro passa.

O Samaritano viu e comoveu-se. Duas atitudes que geram a misericórdia e provocam a atitude seguinte que é se aproximar, se fazer próximo daquele que sofre e necessita de ajuda. O Samaritano deixa o seu caminho e vai ao encontro do homem semimorto na beira da estrada. Ele descia de Jerusalém para Jericó, ele desce ao encontro do necessitado. Não é o outro quem é o seu próximo, mas é ele que se torna próximo do outro. Basta reler a pergunta final de Jesus: “Qual foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” (Lucas 10, 36).

Após este movimento de ir ao encontro, desencadeia-se toda uma série de ações em favor do ferido. O interessante é que todas estas ações são indicadas por verbos. Ora na gramática o verbo serve para descrever a ação. Portanto a misericórdia é ação, não é palavra. Agir é o próprio da misericórdia, senão não deixa de ser um belo sentimento, que rapidamente vira sentimentalismo. Mas não muda nada da situação.

A misericórdia vai além da ação concreta no momento necessário, ela se prolonga até o tempo necessário: o Samaritano se preocupa do que pode acontecer na sua ausência e avisa que vai voltar. Podemos até dizer que ele acompanha o caso, ele prossegue a ação começada.

Escutamos a conclusão de Jesus: “Vá tu e faça o mesmo!”

Como prático a misericórdia em família, na vizinhança, no serviço ou trabalho, na escola, na comunidade que frequento?

 

O que acho mais difícil para praticar a misericórdia?

Acontece eu passar longe dos que necessitam da minha ajuda?

 

7. Mãe de todas as Misericórdias

Maria proclama também as misericórdias de Deus e se faz misericórdia.

Lucas 1, 46 a 55.

Em primeiro lugar é uma ação de graças pela misericórdia de Deus que se manifesta de novo em favor do seu povo. É a primeira atitude diante da misericórdia de Deus: agradecer. Assim fez também a mãe de Samuel (1ª livro de Samuel 2, 1-10).

Reconhecer esta misericórdia que se manifesta sempre em favor dos mais abandonados. Deus é fiel à sua prática. É fiel à sua identidade de um Deus dos empobrecidos, não porque é contra os outros, mas porque chama a todos para a compaixão e misericórdia.

Maria reconhece esta presença ativa de Deus na História.

Ela descreve esta ação na maneira que sempre aprendeu nas Escrituras: Ele está do lado dos empobrecidos, por isso “derruba os poderosos dos seus tronos, eleva os humildes, manda embora os ricos de mãos vazias e sacia de bens os famintos”.

Maria é fiel a Deus, mas também ao seu povo. Ela eleva a sua voz para engrandecer o Senhor que sempre está do lado dos pobres e para apresentar o programa do Reino de Deus.

Maria, mulher forte e corajosa, anuncia a realização da misericórdia divina, com a instauração de um mundo novo de relações igualitárias, de fraternidade e de justiça: “O Senhor agiu com a força do seu braço... se lembrou de sua misericórdia”.

Maria aprende do Espírito Santo que Deus gosta de exaltar os pequenos e rebaixar os poderosos. Os que nada eram, são valorizados, os que eram infortunados conhecem enfim a felicidade., os que estavam mortos, revivem”(Martin Lutero).

Em Maria experimentamos os traços femininos do amor de Deus. Ele nos oferece também um modelo acabado de discípula do Senhor. Maria de Nazaré, “longe de ser uma mãe mulher passivamente submissa ou de uma religiosidade alienante, foi, sim, uma mulher que não duvidou em afirmar que Deus é vingador (goél= redentor) dos humildes e dos oprimidos, e derruba dos seus tronos os poderosos do mundo. Foi a primeira entre os humildes e os pobres do Senhor” (Lúmen Gentium, no. 55).

Maria é uma mulher forte que conheceu de perto a pobreza e o sofrimento, a fuga e o exílio (Mateus 2, 13-23). Ela não foi uma mãe unicamente voltada para o eu filho, mas junto com ele ela assumiu uma ação que favoreceu a fé da comunidade apostólica em Cristo (João 2, 1-12). Sua função materna se dilatou até atingir dimensões universais: “Mulher, eis o teu filho!” (João 19, 25-27).

Salve Rainha, Mãe de misericórdia”.


 

Refletir e carregar na nossa oração as mulheres sofredoras de hoje, aquelas que eu encontro todos os dias, mães de família de duas jornadas de trabalho, mulheres explorados pelo trabalho pouco remunerado (empregadas domésticas, lavadeiras, faxineiras terceirizadas).

 

Para orar: Salmo 44; Isaías 61, 10-12.

Magnificat: Lucas 1, 46-55.

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MENSAGEM

 

 

Querido povo de Deus e Devotos de São Benedito, aproximando-se a festa do Glorioso São Benedito e do Santo Natal, estamos enviando o subsidio sobre a carta de Papa Francisco: “ O rosto da Misericórdia” tal misericórdia tornou-se viva e visível em Jesus de Nazaré. ” O Papa nos adverte:

 

E meu vivo desejo que o povo cristão reflita durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia material e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina. A pregação de Jesus apresenta-nos estas obras de misericórdia, para podermos perceber se vivemos ou não como seus discípulos. Redescubramos as obras de misericórdia corporal: dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos. E não esqueçamos as obras de misericórdia espiritual: aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as pessoas molestas, rezar a Deus pelos vivos e defuntos”.

 

Sim, precisamos sempre contemplar o mistério da misericórdia. É fonte de alegria, serenidade e paz. É condição de nossa salvação.

 

O Ano Santo extraordinário nos ajude viver na existência de cada dia a Misericórdia, que o Pai, desde sempre estende sobre nós.

 

Ao Padre Francisco Rubeaux a nossa gratidão por continuar nos acompanhando em nossa caminhada com esta reflexão.

 

A nossa festa que se realiza ao findar este ano de Graça e Misericórdia possa nos conduzir, passo a passo, pelos caminhos do nascido da Virgem Maria, nos revelando a Misericórdia de Deus.

 

Um Santo Natal, uma Boa Festa e um Ano Novo de Misericórdia e Paz.

 

 

 

Pe. Giulio Luppi

 

 

CELEBRAÇÃO DOS FESTEJOS DE SÃO BENEDITO E DO SANTO NATAL

ANO 2016

 

DIA

TEMA

1ª LEITURA

SALMO

2ª LEITURA

EVANGELHO

 

09

 

 

 

 

 

São José

10

 

 

 

 

 

Nossa Senhora da Conceição

11

 

 

 

 

 

Nossa Senhora de Fátima

12

 

 

 

 

 

São Francisco

13

 

 

 

 

 

São Judas

14

 

 

 

 

 

Santa Maria

15

 

 

 

 

 

São Benedito

16

 

 

 

 

 

Nossa Senhora do Perpetuo

17

“Ó Sabedoria”

Gn 49,2.8-10

72,1-4.7-8.17

 

Mt. 1,1 – 17

Santo Antônio

18

“Ó Adonai”

Jr. 23, 5 - 8

72,1-2.12-13.

18-19

Mt. 1, 18 – 24

Socorro Nossa Senhora das Graças

19

“Ó Raiz de Jessé”

Jz. 13,2-7.24-25

71,3-6.16-17

 

Lc. 1, 5 - 25

Nossa Senhora Santana

20

“Ó Chave de Davi”

Is. 7, 10 - 14

24, 1-6

 

Lc. 1, 26 – 38

São Paulo

21

“Ó Sol do Oriente”

2Sm 7, 1-16

89, 2-5.27-29

Rm 16, 25-27

Lc. 1, 26 - 38

São José

22

“Ó Reis das Nações”

1Sm 1,24-28

1Sm 2,1-8

 

Lc. 1, 46 - 56

Nossa Senhora da Conceição

23

“Ó Emanuel”

Ml 3,1- 4.23-24

25, 4-14

 

Lc. 1, 57 – 66

Nossa Senhora de Fátima

24

“Ó Mistério”

Is. 62, 1 - 5

89,4-5.16-29

At. 13, 16 – 25

Mt. 1, 1 – 25

São Francisco

24

Hoje Nasceu o Salvador

Is. 9, 1 – 6

96

Tt. 2, 11 – 14

Lc. 2, 1 – 14

São Judas– Pastoral da Juventude

25

Paz na Terra aos de Boa Vontade

Is. 62, 11 - 12

97

Tt. 3, 4 - 7

Lc. 2, 15 – 20

Santa Maria – Infância animação de criança

25

O Verbo se fez carne

Is. 52, 7 - 10

98, 1 -6

Hb. 1, 1 – 6

Jo. 1, 1 – 18

São Benedito

26

Família: primeira Comunidade

Eclo. 3,3 – 17

128

Cl 3, 1-12.21

Mt. 2, 13 –23

NS, Perp Socorro– Pastoral da Família

26

Santo Estevão Diácono – Protomártir

At. 6,8–10;7,54-59

31

 

Mt. 10, 17 – 31

Santo Antônio

27

S. Benedito “Luz das nações”

Vida de S. Benedito

89

2Tm 4, 1 – 5

Mt. 5, 13 – 16

Setor Cidade

27

Em São Benedito, Deus se faz força

1Jo 1, 1-4

97

At 13,47

Jo. 20, 2 – 8

N.S. Graça

28

Sagrada Família, Jesus, Maria , José

Eclo 3, 3-17

128, 1-5

Cl 3,12-21

Lc 2, 22-40

N.S, Santana

28

São Benedito e a Família

Gn 15, 1-6; 21,1-3

105, 1-9

Hb 11, 8-19

Lc 2, 22-40.

São Paulo


 

(Texto da contracapa do programa)

Dom João Muniz e Dom Erwin Kräutler

Discípulos Missionários no Xingu

 

A frente da maior circunscrição eclesiástica do Brasil, Dom João Muniz Alves, OFM e Dom Erwin Kräutler, dedicam-se a evangelização e a renovação das comunidades eclesiais de base, esse novo jeito da Igreja ser. É na organização, formação e celebração dos sacramentos, da Palavra e da Eucaristia que a vida acontece. Somos membros da Igreja do Xingu que faz sua opção pelos mais pobres e excluídos, pela causa dos indígenas e das comunidades ribeirinhas.

 

A Dom Erwin o nosso muito obrigado por seu testemunho profético – missionário.

 

A Dom João Muniz, nossas boas vindas e votos de feliz e abençoado Ministério Episcopal, a serviço da vida do povo!

 

 

Contracapa.

 

 

 

 

 

 

 

PROGRAMAÇÃO

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Introdução
A Quaresma é tempo de conversão, preparando a Páscoa do Senhor.
Na páscoa do Senhor celebramos a Ressurreição e a vida de Jesus, o Senhor, e com Ele os sacramentos da Iniciação Crista no seio da Igreja: Batismo, Crisma e Eucaristia, para a glória de Deus, para a vida da humanidade, para a vida do planeta Terra.
A Quaresma é tempo de catecumenato, de catequese para preparar os fiéis a acolher os sacramentos da Iniciação Cristã na comunidade. A comunidade é sinal, Sacramento de Cristo no meio do povo. As crianças – as/os catequizandas/os – fazem esta caminhada em família, na catequese, na comunidade, participando da celebração no domingo – dia do Senhor – e renovando a vida (DA, Iniciação Crista n° 286-299).
A quaresma do ano “A” tem como objetivo preparar os catecúmenos para o Batismo na Páscoa. Os evangelhos da Samaritana (João 4); do cego de nascença (João 9), da ressureição de Lázaro (João 11): são catequeses em que a Liturgia e a Palavra de Deus são dirigidas à comunidade preparando os catecúmenos para o Batismo na noite de Páscoa. A catequese prepara as crianças, os pais e padrinhos para este caminho do catecumenato, acolhendo as crianças, visitando as famílias, participando da celebração da Palavra ou da Eucaristia aos domingos.
 A acolhida é sinal da ternura da mãe Igreja com os seus filhos/as

Exercícios da quaresma:
Imposição das cinzas: na quarta f. toda a comunidade, junto com as crianças da catequese, os familiares, todo o povo de Deus, os catecúmenos, participam da celebração e recebem as cinzas como sinal de penitência, de caminho de conversão, de humilhação. E’ bom destacar, com uma acolhida nominal, as pessoas que serão batizadas na Páscoa.   
Oração: Leitura Orante da Palavra de Deus.
Evangelho de Mateus – Ano A.
Penitência: Conversão de vida, reconciliação.  Preparar a celebração do Sacramento da Reconciliação.
Caridade: Campanha da Fraternidade (ver na internet o tema do ano). Neste ano 2014 a C.F. tem como tema: “Fraternidade e tráfico humano” e como lema: E’ para a liberdade que Cristo no libertou” (cf Gl 5,1)
Como celebrar a quaresma na catequese?
Catequistas, famílias, crianças participam da comunidade aos domingos.
O catequista visite as famílias para conhecer de perto a vida das crianças.
Eis a proposta de método da Catequese em 4 etapas:
VIDA: a vida é o ponto de partida de toda catequese.
PALAVRA: A catequese se alimenta da Palavra de Deus. Neste ano será, normalmente, o evangelho de Mateus, mas leremos também o evangelho de João.
LITURGIA: Toda catequese conduz a celebrar os mistérios de Deus em comunidade, no domingo, dia do Senhor, rumo à Páscoa.
VIDA: A catequese tem como finalidade transformar a nossa vida pessoal, familiar, de cidadãos e do planeta Terra, nossa morada.
Toda a Catequese é voltada à vida e ao dia do Senhor.
O evangelho do Reino de Deus é a mensagem principal.
Com essa caminhada, a comunidade cristã prepara os seus filhos e filhas ao sacramento do Batismo, da Confissão-Penitência, da Crisma e da Eucaristia, para uma vida nova em nossa realidade, em nossa terra.
Esta apostila é um subsídio para as turmas do Batismo, da Confissão e da Eucaristia na idade própria da Catequese.
A família é a primeira educadora na fé. Criemos oportunidades para encontrar os pais.
Para o Batismo de adultos, o caminho é diferente, como também o caminho para a Crisma, mas sempre em comunidade.
É bom entrar em contato com as escolas de Ensino Fundamental para que façam da Campanha da Fraternidade o instrumento de educação religiosa, não confessional, laica.

1°Domingo da Quaresma
As tentações contra a vida

VIDA
Acolhimento: É a primeira catequese deste ano. Boas-vindas. Cada criança com o crachá com seu nome. O catequizando se apresenta, fala da sua família, da escola, da brincadeira preferida. Sinal da Cruz solene e reza do Pai-nosso de mãos dadas.
Cada criança deseja ao outro irmão e irmã: Seja bem-vinda/o! (falar ou cantar).
Partilha: Começamos o tempo da Quaresma com a imposição das Cinzas: Quem recebeu as cinzas?
As cinzas são sinal de penitência, de conversão, de mudança de vida. Viemos da Terra, essa terra que é nossa Mãe.
Canto da Campanha da Fraternidade: Converter ao Evangelho.
A quaresma é tempo de preparação para a Páscoa do Senhor, que é a festa da Ressurreição e da Vida de Jesus e nossa.

PALAVRA
Aclamação: É como a chuva que lava...
Evangelho: Mateus 4,1-11.
Para a/o catequista: Jesus, conduzido pelo Espírito, é tentado pelo diabo durante 40 dias. Este tempo lembra a peregrinação do povo de Israel no deserto. Para cumprir toda justiça, ele se apresenta como todos os pecadores: sujeitos à tentação, à provação. Mas vence, pois é guiado pela PALAVRA de Deus. Jesus é nosso modelo e força contra o diabo, o divisor contra Deus. As três tentações são exemplos de toda tentação da gente
Pode dramatizar: (narrador, Jesus, diabo)
Conversando
1. O que mais tocou o nosso coração neste evangelho?
2. Quais as tentações que Jesus enfrentou?
3. Como vencer as tentações? (oração, jejum, caridade)
Canto: Tende piedade, tende piedade de nós, ó Senhor.

LITURGIA
Apresentar as crianças que serão batizadas na Páscoa.
Rezar a oração da Campanha da Fraternidade e explicar a sua mensagem
Preparar o ato penitencial do domingo...

VIDA
Na quaresma, realizamos a Campanha da Fraternidade. Eis o cartaz.
1. O que quer dizer este cartaz?
2. Canto da Campanha. Só o refrão. Lembrar o dia da Mulher: 8 de março e a luta das mulheres contra a exploração e tráfico humano.
3. Catequese em prática:
Participar da Missa ou do culto no domingo.
Responder no caderno: Como vou viver a Quaresma? Como vou cuidar da Terra nesta Quaresma? Como vai ser a minha oração, via-sacra, celebração, Missa, catequese?

2° Domingo da Quaresma

Vida transfigurada!

VIDA
Acolhimento: Oração do pai-nosso de mãos dadas, colocando no centro da sala uma vasilha com terra e água.  Nós somos parte viva desta terra e desta água. Chamada dos catequizandos. Para começar:
Como foi a semana? a escola? em casa? no meio ambiente? a nossa Mãe terra está doente: como estamos cuidando dela?
Canto da CF: O que quer dizer o cartaz e o canto? (partilhar)

PALAVRA
Aclamação: Nós vivemos de toda a Palavra...
Evangelho: Mateus 17,1-9 (narrador, Pedro, Tiago, João e Jesus).
Para Catequista:
 Jesus transfigurado, maravilhoso, cheio de esplendor e de luz,  quer dizer que Cristo é o filho de Deus, aquele que completa a historia da salvação representada por Moises e Elias.  Jesus é o filho amado do Pai que nos manda escuta-lo. Realmente digamos com Pedro:” E’ bom estarmos aqui”; mas esta experiência é limitada, pois prepara a paixão, morte e ressurreição. Estamos  preparando sempre a Páscoa; as experiência de festa com Cristo são certeza do que será mais tarde e para sempre a vida na gloria com Ele.

Conversando:
 Como ficou Jesus transfigurado?
Quais os personagens compareceram?
O que falou Pedro?
O que disse a voz do Pai?
Como podemos transfigurar a nossa vida e a vida do planeta terra?
Canto: Onipotente e bom Senhor...

LITURGIA
A turma da Catequese pode preparar a dramatização do Evangelho para a hora da celebração na igreja no domingo.
A transfiguração de Jesus na quaresma é um momento de esperança para a comunidade que, vivendo no meio de desafios, de conflitos, se prepara para a vitória, a beleza, a alegria da Páscoa. A transfiguração começa com Cristo e abrange a nossa vida, a vida da comunidade e a vida do planeta Terra.
Canto:  da Campanha da fraternidade
Nota: As crianças que serão batizadas na Páscoa (catecúmenos) falam dos seus pais e apresentam os padrinhos escolhidos.

VIDA
Pela transfiguração de Jesus a nossa vida, será transfigurada na sua Páscoa.
Na Páscoa, nos tornamos gente nova pelo Batismo, na água e no Espírito Santo. A água é essencial para batizar, pois batizar é banhar.
As águas dos nossos igarapés, do nosso rio Xingu estão limpas?
Muitos rios e igarapés estão precisando de limpeza, porque estão devastados, desfigurados, entupidos de lixo. O projeto da barragem de Belo Monte vai acabar com a beleza desta região da Amazônia, do Xingu.
O que podemos fazer para que as águas dos nossos rios, dos nossos poços fiquem limpas, transfiguradas, bonitas como Jesus no evangelho?
As águas são fontes de vida física e espiritual. Sem água não há vida.
Catequese em prática:
Limpar o quintal, cuidar da água de casa, do poço.
Desenhar Jesus transfigurado com Pedro Tiago e João.
Nesta semana, no dia 19 é a festa de São José, o esposo da Virgem Maria, o pai de criação de Jesus.
Saudações de coração.


3° DOMINGO da QUARESMA

A água é vida!

VIDA
Acolhimento: Oração da Campanha da Fraternidade ou o Pai Nosso...
Chamada dos catequizandos pelo nome.
Conversa: Hoje vamos falar sobre o Batismo. Na noite de Páscoa celebramos o batismo como sinal de Cristo morto e ressuscitado.
Quem já foi batizado? Conte o que sabe: padrinhos, madrinhas, lugar, data, etc.
Quem ainda não é batizado? Deixar falar e tomar nota.
Canto: Prometi no meu santo Batismo.

PALAVRA
Aclamação: Nós vivemos de toda a Palavra... Ou: É como a chuva que lava...
Evangelho: João 4, 5-42 (narrador, Jesus, discípulos e a mulher).
Para catequista
Com o evangelho deste domingo, começa uma catequese batismal rumo ao Batismo na Páscoa do Senhor; nestas catequeses Jesus fala da água, da luz e da vida. No evangelho da samaritana, Jesus pede de beber, pois está com sede; mas quem está precisando de água viva é a mulher pecadora. Entre ela e Jesus acontece um dialogo muito serrado e aos poucos a mulher descobre em Jesus a fonte de água viva, o profeta, o Messias, o Salvador do mundo. E a mulher, de sedenta, se torna discípula-missionária, graças a água viva do Batismo. 

Conversando
O que mais tocou o nosso coração neste evangelho?
Jesus tinha sede; qual era a água de que a mulher precisava?
Hoje, qual é a água de que a comunidade precisa?
Canto: Eu te peço desta água que tu tens...

LITURGIA
Partilha: na vida nós precisamos de água. Quando e onde?
Na liturgia, quando nós usamos a água? No Batismo, na missa, na noite de Páscoa, nas bênçãos...
Domingo próximo podemos fazer a celebração da água no começo da celebração ou no lugar do ato penitencial.

VIDA
A vida do planeta Terra depende da água. Sem água tudo morre. O nosso corpo é composto por 70 % de água. A criança muito mais. Mas o aquecimento global está acabando com as fontes de água; o corte de madeiras na floresta e as queimadas estão destruindo o oxigênio das plantas da floresta. Estamos correndo perigo de vida. O rio Xingu está ficando cheio de areia pelo assoreamento nas margens. A construção das barragens está acabando com a vida.

Catequese em prática:
O que podemos fazer para cuidar da vida da nossa terra e das águas ? Partilha. Sugerir de plantar mudas e de não jogar plástico no rio.
Procura com os teus pais e padrinhos saber tudo como foi o teu batismo e escreva; traga uma foto ou uma lembrança do teu batismo.
Canto: Pelo Batismo recebi uma missão.

4° Domingo da Quaresma

A luz de Deus é a nossa energia mais limpa!

VIDA
Acolhimento: chamada das/dos catequizandas/os pelo nome. Cada qual diga um nome de planta ou de flor que quer cuidar.

Canto (Utopia): Quando o dia da paz renascer...

Vamos partilhar:
Alguém conhece alguma pessoa cega? Como vive? Quem a ajuda?

PALAVRA
Aclamação: A nós descei divina luz... Ou: O Senhor é minha luz, ele é minha salvação...
Evangelho: João 9,1-41 (narrador, Jesus, cego e povo).
Para  catequista: No quarto domingo de Quaresma, a nossa caminhada rumo à Páscoa tem como mensagem a luz. Pois a Páscoa é luz que resplandece nas trevas, na noite, na escuridão. Cristo é a nossa Luz. Mas seguir a luz de Cristo é difícil, exige luta, enfrenta incompreensões, como as que sofreu o jovem que era cego.
A luz da Palavra de Deus é dom de Deus Criador. A Luz ilumina a terra, a vida. Sem luz não há vida. O batismo é o sacramento da luz, e os batizados são iluminados pela luz de Cristo. A terra é um planeta iluminado. Mas as tragédias contra a terra acabam deixando-a na escuridão, no lixo, na destruição, no apagão.
O milagre – sinal do cego de nascença curado por Jesus no Evangelho – tem o sentido de iluminar toda a nossa vida e o planeta terra com a luz de Deus e o dom do Batismo.

Conversando
1. O que mais tocou o nosso coração no Evangelho?
2. Como Jesus curou o cego? (v. 6) saliva, lama... (Jesus começa novos céus e nova terra).
3. Quem é Jesus neste evangelho?
4. O homem que era cego encontrou muitas dificuldades com os parentes, as autoridades: por que?
5. Quando é que hoje somos cegos? Como hoje podemos de cegos nos tornar videntes? Na vida, na criação? (O batismo é o sacramento da Luz).

Canto: Navegarei em águas mais profundas...

LITURGIA
Cada qual leve uma vela na igreja para acendê-la na celebração do próximo domingo, na hora do “Creio”, para lembrar que pelo batismo somos iluminados pela luz de Cristo; de cegos passamos a videntes em nossa vida e na criação.

VIDA
Nós estamos enxergando a situação do planeta terra? Ele está doente: enchentes, desmatamento, terremotos, queimadas, etc. O lixo é um dos problemas maiores da doença do planeta. O que podemos fazer com o lixo de casa e da cidade para que a terra e as águas sejam limpas?
Catequese em pratica:
Fazer uma limpeza em nossa casa: lixo no lixo!
Plantar uma árvore ou uma flor em nosso quintal.
Canto: Ó luz do Senhor, que vens sobre a terra, inunda meu ser, permanece em nós...


5° Domingo da Quaresma

A vida vence a morte!

VIDA
Acolhimento: Oração da CF ou do Pai-nosso...
Conversa: Como está indo a caminhada da Quaresma? Vamos lembrar os evangelhos dos domingos passados e a Campanha da Fraternidade...
Qual será a nossa escolha: Vida ou morte? Como escolher a vida?

PALAVRA
Aclamação: Eu vim para escutar...
Evangelho: João 11,1-45 (escolher os personagens).
Para Catequista:
A mensagem do evangelho anuncia a vitória da vida sobre a morte.  O dialogo entre Jesus, Marta e Maria e a ressurreição do amigo e irmão Lázaro é sinal da vida nova que começa no batismo. O caminho da fé acontece por etapas, como os momentos do processo da ressurreição de Lázaro. Seguir Jesus dá a vida eterna, pois Lazaro voltara á morrer, mas quem segue Jesus, viverá para sempre. O discípulo/a é aquele que acolhe a Palavra e acredita na ressurreição e na vida eterna. O batismo é ressureição para a vida nova.

Conversando
O que aconteceu em Betânia?
Quem era a família de Betânia?
Quem é Jesus neste evangelho?
Como a nossa vida pode ressuscitar?
Como o Batismo é sacramento de vida nova?

Canto da CF do ano e refletir sobre  a letra...
Queremos nesta Quaresma gestar vida em nossa vida e na criação.

LITURGIA
Estamos chegando próximos à Páscoa. Toda a comunidade está preparando a grande festa da Ressurreição de Jesus Cristo. Neste ano a nossa ressurreição deve acontecer junto com a ressurreição e a vida do planeta Terra, que é a nossa casa. Na liturgia, podemos preparar terra, água, plantas, mudas, flores para a Vigília Pascal: tudo para vencer a morte e celebrar a nossa vida e a da Terra, dom de Deus. Cuidemos da acolhida das crianças – catecúmenas para o Batismo da Páscoa.
Já no domingo de Ramos vamos participar da procissão com mudas, água, ervas medicinais e uma vasilha de terra do nosso quintal. A/o catequista prepara a turma para isso.

VIDA
A nossa vida está totalmente ligada ao planeta Terra. Nós viemos da terra e por isso na quarta-feira de cinzas recebemos as cinzas para lembrar a nossa origem: viemos da terra, do pó da terra. Esta terra precisa ser resgatada, libertada da destruição, da devastação, da morte.
Como Cristo ressuscitou Lázaro, hoje Cristo e a sua comunidade que somos nós, queremos libertar a nossa terra, a Amazônia da morte. A morte de Irma Dorothy, de Dema e de tantas mulheres e homens podem e devem se tornar sinais de vida para todos nós.

Canto CF

Catequese em prática: preparar domingo de Ramos. De mãos dadas vamos, simbolicamente, abraçar o planeta Terra, a Amazônia, o rio Xingu, para que haja vida e vida em abundância.
Canto final: “Eu vim para que todos tenham vida”.

DOMINGO DE RAMOS
A festa de Jesus preparando a Páscoa

VIDA
Acolhida e oração: Sinal da Cruz começando: Pelo sinal da santa Cruz, livrai-nos Deus nosso Senhor dos nossos inimigos: em Nome do Pai e do Filho e do Espírito santo: Amém.
O sinal da cruz na cabeça, nos lábios, no peito significam que a cruz de Jesus esteja em nossa mente, em nossas palavras e em nosso coração. Explicar o sentido deste gesto de fé.
Cantar: Em nome do Pai
Perguntando: Quais são as festas principais do povo de Deus? (partilhar).
 A festa maior da nossa fé é a Páscoa do Senhor; nela Cristo nos ama e dá a vida pelo mundo. Morre pela humanidade e o Pai o ressuscita para sempre.  O Pai e Jesus nos enviam o dom do Espírito Santo.
A partir da Páscoa  nascem as outras festas: o Natal, que no tempo, vem antes da Páscoa, mas no seu valor de salvação, de vida nova, vem depois da Páscoa, pois a Páscoa é o dom maior.

PALAVRA
Aclamação: Hosana eh, hosana ah, hosana eh, hosana ah!
Mateus 21,11-1-11
Para a/o catequista: Hoje começa a Semana Santa. Jesus entra na cidade de Jerusalém e o povo simples faz festa. Jesus monta um burrinho para dizer que ele é humilde, não é um comandante, um general que anda armado. O povo aclama. E’ bom repetir as palavras do povo que faz festa a Jesus. Mateus faz acontecer as promessas do Antigo testamento e o discípulo faz o que Cristo manda. Domingo de Ramos é uma festa popular. O arcebispo Dom Helder Câmara dizia que quando era aplaudido, ele se sentia como o burrinho de Jesus. A festa é para Ele.
Esta festa prepara a Páscoa, quando Jesus dá a vida por nós.

1 Contamos a festa de Jesus...
2 Quais são os personagens?
3 Com Jesus está chegando um reino diferente: qual é o Reino de Jesus?
4 Como podemos hoje fazer festa a Jesus?
Canto: Eles queriam um grande rei.

LITURGIA
Ensaiar os cantos de domingo de ramos: na procissão, cada um traz um ramo de planta, uma muda para plantar, uma flor, uma erva medicinal, etc.
Preparar os catecúmenos para o batismo com a entrega dos Mandamentos.
Na Procissão de Ramos fazer um sinal de acordo com a C.F.
Na proclamação da Paixão do Senhor as crianças da catequese podem ensaiar a parte do povo.
VIDA
Esta chegando à páscoa, o coração da vida de Jesus.
Preparemos tudo o que temos de melhor para que a Páscoa de Jesus seja a nossa também,
cheia de vida nova.
Convites
Fazer um retiro com os catecúmenos, acompanhados pelos pais e padrinhos. Lembrar as entregas da caminhada de fé e a vida da comunidade.
O batismo é o sacramento da Páscoa.
Convidar para a 5° feira santa: celebração da missa ou da palavra com os lava-pés.
Sexta feira: Via sacra e lembremos de celebrar a nossa reconciliação
Sábado: Vigília Pascal. A comunidade participa da vigília pascal que é a mãe de todas as vigílias e é a fonte de toda caminhada cristã que compromete a catequese a participar.
 
E’ A PÁSCOA DO SENHOR!

O TRIDUO PASCAL             
Quinta Feira Santa:
Começa o tríduo Pascal com a Ceia do Senhor quando Jesus oferece o seu corpo e sangue no sinal do pão e do vinho pela vida do mundo. O pão e o vinho são fruto da terra e do trabalho de toda a humanidade. Jesus é Servo e Senhor e lava os pés dos discípulos.
O gesto dramático para os apóstolos, pode hoje se tornar teatral. Precisamos criar algo que signifique o serviço como estilo de vida, algo que escandaliza também hoje. 
As crianças que farão a Primeira Eucaristia neste ano tenham um destaque especial.
Todas as crianças, famílias, estão convidadas a participar da celebração da comunidade. O lava-pés de Jesus tem um grande sentido de serviço. Seria bom que também algumas crianças  participassem deste gesto. Lembrar que papa Francisco em 2013,  foi na cadeia de Roma lavar os pés de detentos, entre eles mulheres e até muçulmanos. Foi um sinal profético de amor. Na quinta feira santa celebramos a última Ceia do Senhor. Foi a noite da Eucaristia, da Ação de Graças de Jesus ao Pai que dá a vida pela humanidade.
E’ bom ornamentar a igreja com a beleza de quem ama Jesus.

SEXTA FEIRA SANTA NA PÁSCOA DO SENHOR

Toda a comunidade está convidada a celebrar o Sacramento da Reconciliação, seguindo o roteiro: Confissão de louvor; Confissão de vida; Confissão de fé. (ler apostilha de Carlo Maria Martini; “Reencontrando a si mesmo” E.P.pg. 126 ss.)
Toda a comunidade participa da celebração da morte do Senhor.  Muitas vezes segue a Via Sacra pela ruas da cidade. Mas tudo deve ser dirigido para a Páscoa.
As turmas da catequese podem preparar uma estação da Via Sacra.
No final da celebração  fazer um forte convite para participar da Vigília Pascal trazendo flores, vela, água e uma partilha de alimentos naturais: peixe, rapadura, mel, macaxeira.....
 

VIGILIA PASCAL
E’ bom que os pais, os padrinhos, os catecúmenos junto com as catequistas preparem a Vigília Pascal. Na manha do sábado pode-se fazer um retiro espiritual com todos os candidatos ao Batismo.
Precisamos cuidar para que todos se sintam convidados /as a participar da Vigília. As crianças junto com os pais e tenham algo para fazer. Por ex. dramatizar uma leitura ou trazer algum símbolo, por exemplo: a água, perfumes, flores, terra; Prepara bem al leituras da noite pascal.
O centro da Vigília Pascal está na celebração do Batismo.
Celebrante, comunidade, catequistas, catecúmenos estejam bem envolvidos nesta celebração.
No final pode haver um gesto simbólico com a mãe terra: ela faz parte da nova criação que ressuscita na Páscoa.
Sugestão: Preparar uma bandeja de terra e passá-la de mãos  em mãos cantando varias vezes: “ A terra é Santa, a terra é mãe, a terra é do povo, a terra é de Deus” . O batismo é a chegada na terra prometida.
Na conclusão da Vigília Pascal podemos fazer uma partilha de peixe, leite e mel ou rapadura derretida, pão, vinho, alguma comida típica da nossa terra, por serem símbolos da fartura dos tempos messiânicos inaugurados com a Páscoa de Jesus.
Cantos pascais e dançam populares - litúrgicas brilham no coração, na boca, no corpo de toda a comunidade, sobretudo o Aleluia.
Todas as turmas da catequese poderão fazer uma festa especial para a Páscoa do Senhor no primeiro encontro pascal.
Durante seis domingo de Páscoa, ate Pentecostes, faremos catequeses todas impregnadas do evento Pascal.
Toda a catequese faça da Pascoa o ponto alto, o Tempo Maior da sua caminhada de fé, o coração da vida da comunidade.
Páscoa é a festa da Vida nova e plena para a igreja e para toda a humanidade.
 A catequese prepara a festa da Pascoa com alegria, como uma verdadeira festa da vida nova.

MISTAGOGIA
 
Durante o tempo da Pascoa, começa  o tempo da Mistagogia, do aprofundamento do Mistério Pascal que celebramos e vivemos em comunidade. Nas celebrações da Palavra, na celebração da Eucaristia, nas catequeses, vamos lembrar  os que foram batizados na Vigília Pascal ou no tempo  da Páscoa. Lembrar a fogueira da vigília pascal, a procissão com o Círio Pascal. Na catequese é bom pedir testemunhos, lembrar as varias etapas da preparação pelo catecumenato e da celebração. Este caminho de iluminação nos conduz ate ao Pentecostes. Podemos aprofundar as “Entregas” do sinal da Cruz, da Palavra de Deus. do Símbolo apostólico,( o Creio), do Pai nosso, dos Mandamentos ( as dez Palavras, os dois mandamentos e o novo Mandamento) que aconteceram durante o catecumenato; lembrar o significado da benção, a bênção da terra, : essas são apenas sugestões.
 A Campanha da fraternidade continua na sua atuação.
Toda a criação precisa do nosso cuidado e faz parte do Mistério Pascal. A Campanha de 2014: Fraternidade e tráfico humano”; “E’ para a liberdade que Cristo nos libertou”, continua como parte da catequese.
Papa Francisco tocou neste assunto na E.G. nº 166: “ A iniciação mistagogica, significa essencialmente duas coisas: a necessária progressividade da experiência formativa na qual intervêm toda a comunidade  e uma renovada valorização dos sinais litúrgicos da iniciação cristã” E um apelo a uma criatividade pastoral do aprofundamento do mistério do Batismo, segundo as tradições culturais das comunidades.  Porque não fazer a festa dos neófitos, dos que foram batizados durante o ano pastoral? Como dar continuidade, perseverança a este sacramento que é a porta de entrada na comunidade cristã? 
             Estamos fazendo uma nova caminhada de iniciação cristã com a alegria de criar algo novo neste processo de fé. Precisamos de catequistas discípulos missionários. Toda a comunidade se sinta chamada a um novo estilo de vida. 
              

Subcategorias

Pe Vicente oferece reflexões catequéticas através encontros e dinâmicas de ensino

Padre Miguel faz reflexões diárias a partir da leitura da Palavra de Deus.

Breve histórico:

Nome completo: Michael Rohde, Missionário do Sangue de Cristo -CPPS
Nascido na Alemanha parte ocidental, na região Norte, interior de uma vila pequena localizada no meio entre Frankfurt e Hannover.
Entrou no seminário 1985, foi ordenado diácono 1992 e trabalhou um ano e meio numa paróquia na Baviera perto da fronteira com Áustria, 50 km distante de Salzburgo onde eu estudou.

Em1993 foi sua ordenação sacerdotal. Por dois anos trabalhou como vigário numa paróquia perto do Lago de Constância na fronteira com Suíça. De 1995 a 2000 trabalhou como formador e professor no Colégio da congregação na região de sua origem (5 km distante da casa de seus pais). Era o local onde passou seu tempo escolar. Tinha que cuidar dos jovens que ficavam internados e voltavam para suas famílias só no final da semana. Em 2000 fecharam esta parte do internato do colégio e assim ficou livre para vir para o Brasil. No ano 2000 cursou de língua Portuguesa no CENFI em Brasília. 2001 e 2002 trabalhou como vigário no Perpétuo Socorro e na Catedral na cidade de Altamira. 2002 até 20012 reitor do seminário de sua Congregação em Ananindeua. Desde então, voltou a trabalhar como pároco do Perpétuo Socorro em Altamira.