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As Irmãs Franciscanas da Penitência e Caridade Cristã atuam na Comunidade da Imaculada há quase quarenta anos. Procuram ser presença de simplicidade e de serviço.

No dia 19 de abril tivemos a alegria de realizar a Missa de Ação de Graças pelos 180 anos de fundação de nossa Congregação, com a comunidade da Imaculada, no Bairro Brasília, em Altamira. Foi uma missa bem participada e dinâmica. Pe. Waldemar em sua homilia falou com entusiasmo sobre Madre Madalena. Pe. Alírio se fez presente e concelebrou.

Após a celebração houve o café da manhã partilhado. Houve boa participação de fa

 

mílias e membros da comunidade que trouxeram a sua partilha. Antes de saborearmos o gostoso bolo dos 180, os salgados, sucos, refrigerante, frutas e café, assistimos a apresentação de uma pequena peça teatral da vida de Madre Madalena, apresentada pelo grupo do GRUTBA.

Participaram desse momento conosco as 05 jovens simpatizantes, o grupo da Ordem Franciscana Secular e a catequista Keila que participará das comemorações dos 180 anos, em São Leopoldo, no RS.
Louvado seja o Senhor por mais esse momento de celebração de vida e de fé. “Deus cuida.”

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A CRB nacional, em vista do ano da Vida Consagrada, organizou um Seminário para a Vida Consagrada, mas que, devido o grande número de inscrições, tornou-se um Congresso.

O mesmo aconteceu em Aparecida do Norte, em São Paulo, aos pés da Mãe Aparecida, nos dias 07 a 10 de abril de 2015.

Teve como tema: “Assumir o núcleo identitário da Vida Consagrada: atitude profética, processo mistagógico” e lema:” Não ardia nosso coração quando ele nos falava pelo caminho?” (Lc 24,32)

O objetivo geral, deste Congresso era “animar, fazer arder o coração da Vida Consagrada para a missão e a profecia, em vista da vivência da Radicalidade do seguimento de Jesus Cristo, com alegria e esperança.”

Foram dias maravilhosos, pois éramos mais de 2.100 Consagradas e Consagrados de todos os Estados do Brasil que num espírito de fraternidade, unidade, oração e comunhão passamos esses dias aos pés de Maria, nossa Mãe para buscar em Seu Filho, nela e na força das Consagradas (os) luz, irmandade e muita sintonia para sermos fiéis à missão.

O Congresso consistiu em momentos de animação, oração, conferências, Eucaristia, testemunhos, noite cultural, fila do povo... Além dos conferencistas foram convidadas (os): Ir. Mercedes Letícia Casas Sánchez, presidente da CLAR; Dom Jaime Spengler, bispo referencial da CNBB para a Vida Consagrada; Dom Pedro Brito Guimarães, presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada, CNBB; Card. Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida; Dom Sérgio Arthur Braschi, Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial.

Todas as conferências estão disponíveis no site da CRB nacional.

A diretoria da CRB nacional e as equipes de serviços estão de parabéns, pelo empenho, dedicação e organização desse grande evento. Prova de unidade e da grande ação de Deus.

Agradeço a minha Província por ter me oportunizado participar desse Congresso, o primeiro na história dos 50 anos da CRB, no Brasil.

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Mensagem de Páscoa do Bispo Dom Erwin Krautler:

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Hoje, foi um dia histórico para a Área Provincial do Pará, pois estávamos reunidas: Keila, Jezuína, Rejane, Maria da Paz e as Irmãs: Ignêz, Inês Maria, Maria Fritzen, Benedita, Celina, Aparecida, Else, Maria Knecht e Éria, aqui no Sítio Irmão Sol, para um dia de convivência, conhecimento, e troca de experiências. Tudo isso em preparação aos festejos de comemoração dos 180 anos de nossa Congregação que acontecerá em São Leopoldo – RS, no dia primeiro de maio deste ano.


Imagine a vibração das quatro senhoras que irão, representando as comunidades, nas quais trabalham as Irmãs. Seus olhos brilhavam, as perguntas fluíam, o interesse aumentava, “Deus proverá”. E, as irmãs procurando dar as maiores informações de forma simples, mas muito sábias.


Além da partilha do livro “Eco de uma frase, das expectativas, da caminhada de aceitação da família, para a viagem, também estudamos um pouco o histórico da Congregação. Brevemente vimos algumas fotos dos lugares de Madre Madalena e de São Francisco.


Valeu, apesar dos esforços para chegar ao Sítio, pelas distâncias, as chuvas e o carro na oficina. Deus cuidou. Ele é bom, Ele é muito bom!


Irmãs da Área Provincial do Pará

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No dia 19 de novembro, Festa de Santa Isabel da Hungria, no ano de 1787 nasce em Ohé-en Laak, Holanda, uma menina frágil. Ela é a primogênita de um pobre casal camponês, Cornélio Damen e Gertrudes Van Bree.


Na casa pequena e modesta e no rigoroso inverno europeu a menina foi acolhida como uma grande bênção de Deus.


Levada à pia batismal de Echt, recebeu o nome de Maria Catarina e foi consagrada  a Virgem Maria.


Três anos depois nasceu a irmãzinha, Jeneke, registrada como Joana. O casal só teve estas duas filhas.


A confiança na Divina Providência foi, em todos os tempos do Cristianismo, a virtude característica dos pobres. Se a bondosa providência de Deus já era, em tempos normais, o refúgio de famílias como as de Cornélio Damen, quanto mais o terá sido nos tempos da juventude de Catarina, quando a sociedade estava vivendo o conturbado período da Revolução Francesa. Vezes sem conta a menina terá ouvido dos pais e dos moradores do povoado a expressão “Deus Proverá” – Deus já viu a situação!


A confiança inabalável de Catarina na Divina Providência tem aqui sua raízes.


A infância de Catarina passou depressa e ela teve que deixar a casa paterna para procurar emprego em Maeseyck.


Em 1810 os capuchinhos conseguiram retornar a Maeseyck e pelo tesetmunho de  fé e serviço ao povo, atraíram Catarina para a vida, espiritualidade e movimento franciscano. Ela professa na Ordem Terceira Secular em 1817, dia que considera o mais importante em sua vida.


Em 1825, Catarina vai servir em Heythuisen a pedido de Van Der Zant, primeiro trabalhando no cuidado das alfaias da igreja e mais tarde atendendo às necessidades das crianças, jovens e doentes, dedicando-se como verdadeira filha de São Francisco de Assis. Considerada incapaz e desajeitada, pelo sua vida de dedicação sem medida atraiu o carinho de todos e atriu novas seguidoras.


Deus sempre lhe inspirou o que fazer e ela sempre experimentou Seu Cuidado em cada passo e decisão para que a obra d’Ele se cumprisse em sua serva Catarina Damen.
Em 10 de maio de 1835 foi fundada a congregação das Irmãs Franciscanas da Penitência e Caridade Cristã, no Antigo castelo do Kreppel que se tornou o Convento dos Sagrados Corações de Jesus e Maria.


Madre Madalena, seu nome de religiosa, sob o signo do “Deus Proverá” inspirou a muitas mulheres ao longo de 180 anos a servir e amar como irmã menor no meio do povo de Deus.


“Vivamos como verdadeiras filhas de São Francisco e Deus cuidará de nós” – dizia muitas vezes.


A congregação cresceu rapidamente nos anos seguintes em diversos lugares e em especial na dedicação da formação de criançass e jovens.


Neste ano de 2015, ao completar 180 anos de fundação, celebramos com grande gratidão a Deus pela vida, vocação e testemunho de Madre Madalena que ensinou a confiar no Deus Bom e Providente. Neste ano da Vida Consagrada, louvamos pelas irmãs Franciscanas da Penitência e Caridade Cristã que estão espalhadas no Brasil, Guatemala, México, Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Polônia, Rússia Branca, Tanzânia, Indonésia e Timor Leste.


Deus é Bom, mais que Bom – como dizia Madre Madalena pelas imensas e inúmeras graças que concedeu à congregação ao longo destes 180 anos de vida e missão.
Trabalhamos na educação, na pastoral paroquial e popular, na assistência social, na saúde  e todas as realidades que nos possibilitam ser presença de paz e bem junto aos irmãos e irmãs.


 No dia 10 de maio de 2015, queremos renovar em nós o desejo de sermos instrumentos dóceis nas mãos de Deus que sempre é Bom e Providente para construirmos o Reino de Deus.

                    Paz e todo bem para cada um e cada uma!!
                                  Província do Sagrado Coração de Jesus – Porto Alegre

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PRELAZIA DO XINGU

SERVIÇO DE ANIMAÇÃO BÍBLICO CATEQUÉTICA

 

Nós, 97 catequistas presentes na 3ª Assembleia do Serviço de Animação Bíblico Catequética da Prelazia do Xingu, reunidos no Centro de Formação Bethânia de 29 de janeiro a 01 de fevereiro de 2015, temos a alegria e satisfação de chegar até vós para compartilhar a vivência de fé, esperança e compromisso com o Projeto de Deus, que vivemos nesses dias nesta grande assembleia. Aprofundamos o tema: Catequese no Xingu: caminho para a experiência com o Senhor. E o lema: “Ide fazei discípulos meus todos os povos”. (Mt 28,19), que nos compromete a ser discípulos e discípulas, missionários e missionárias neste chão sagrado.

Impulsionados pela força do Espírito Santo, somos chamados a viver a conversão pessoal, a leitura orante da Palavra de Deus, a vivência do Mistério Pascal, o testemunho profético, a vida de oração pessoal e comunitária, a valorização da família, a defesa da vida, o respeito às diferenças, sendo uma Igreja solidária, criativa, dinâmica, servidora, acolhedora e comprometida com os excluídos (as) de nossa sociedade, reverenciando a criação em vista da justiça e da paz. Promovendo um profundo e verdadeiro encontro com o Senhor, que nos renova e motiva para testemunhar os sinais do Reino de Deus no meio de nós.

Animados (as) por Jesus Cristo, juntos com o nosso Bispo, padres, religiosos, religiosas, leigos e leigas nos comprometemos a:

 

Anunciar Jesus Cristo, com a força do Espírito Santo, no caminho da Iniciação à Vida Cristã, conhecendo-O, amando-O e seguindo-O como discípulos missionários em comunidade de fé, à luz da Palavra de Deus, rumo à maturidade em Cristo. (cf. Ef 4, 13).

 

Diante do novo objetivo e das inquietações sentidas, as regiões puderam apresentar propostas para o trabalho catequético da Igreja do Xingu para os próximos cinco anos. E assim, reafirmamos como princípio norteador a centralidade da Palavra de Deus, e como prioridade o Processo de Iniciação à Vida Cristã. Tendo como pistas de ação a Catequese familiar e vivencial, e também a Formação continuada de discípulos missionários. Com base nisso, foi sugerido algumas atividades a serem feitas dentro de cada pista, como:

  1. CATEQUESE FAMILIAR E VIVENCIAL

  • Grupo de vizinhos;

  • Visita nas famílias, enfermos, pessoas afastadas em parceria com pastorais específicas;

  • Terço;

  • Grupo de reflexões de casais;

  • Encontro de catequizandos nas suas famílias (3 encontros na casa das famílias e 1 na comunidade);

  • Implantar encontro de casais com Cristo;

  • Catequese de intercambio entre turmas de catequese

  • Encontros paroquiais de catequese e prelatícios

  • Encontros de catequistas e catequizandos por região;

  • Retiros em preparação aos sacramentos;

  • Catequese orante com as famílias

  • Retiro para catequistas

  • Realizar um levantamento da realidade ecológica da comunidade para um trabalho de conscientização ambiental;

  • Ano Litúrgico tendo como foco a Páscoa; as entregas dos símbolos da fé na comunidade; a família.

2- FORMAÇÃO CONTINUADA DE DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS

  • Bíblica, litúrgica, estudo dos documentos da Igreja (DNC,...), ano litúrgico;

  • Estudar o itinerário;

  • Criar Escola Bíblica Catequética paroquial e manter a prelatícia;

  • Estudo eclesiológico

  • Formação prelatícia (janeiro e julho) manter.

  • Estudos de temas específicos (catequese com portadores de necessidades especiais...)

  • Estudo do CEBI por região.

 

Na oportunidade escolhemos os representantes por região que formaram a nova coordenação:

Altamira: Marinalda de Almeida (coordenadora) e Sônia Maria Feitosa da Silva (1ª secretária)

Transoeste: Antônio Mariano Graciano (vice-coordenador) e Valdeci Bocaiuva da Paixão (1ª tesoureira)

Alto Xingu: Ivanete Santos Cunha (2ª tesoureira) e Divino Milton Alves (apoio)

Médio Xingu: Maria Ferreira Duarte (apoio)

Baixo Xingu: Edilson Amorim Costa (2ª secretário) e Ana Lígia Veiga (apoio)

Transleste: Roberto Martinelli da Silva (apoio)

 

Assessoria: Sacerdotal: Pe. Gilmar Dalcanale

Religiosa: Ir. Helena Accadrolli

Laical: Marlúcia de Jesus Alves


 

Encerrada a Assembleia, ficou a motivação para que a catequese caminhe rumo à formação de discípulos missionários nesta imensa Prelazia e a vontade de transformar a realidade deste povo que tem sede da Palavra de Deus.

Que Nossa Senhora de Nazaré interceda junto a Deus na vida de cada catequista dessa Prelazia.

Um abraço fraterno de todos os participantes da III Assembleia de Catequese.

 

 


 

Bethânia, 01 de fevereiro de 2015.

 

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A monstruosidade de Belo Monte e descalabro em Altamira que Dilma não teve coragem de ver. Entrevista especial com D. Erwin Kräutler

Dilma impôs no ano de 2013 a paralisação dos procedimentos demarcatórios de terras indígenas”, diz o religioso. E pergunta: "Por que os teólogos não aproveitaram a audiência com Dilma para unir-se aos povos indígenas no grito uníssono de “Demarcação já!”?

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Foto: Wikistrike

A chegada de um novo ano quase sempre traz votos de renovação e esperança. Porém, 2015 não começa com esse espírito para quem vive nas cercanias das obras de construção da Usina de Belo Monte, em Altamira, no Pará. Em entrevista concedida por e-mail para IHU On-Line, o bispo do Xingu e presidente do Conselho Indigenista Missionário – CIMI, dom Erwin Kräutler, denuncia o que já havia previsto: “a grande euforia que cinco anos atrás tomou conta da cidade de Altamira, a ponto de muitos carros e motos exibirem adesivos “queremos Belo Monte”, cedeu lugar a um surdo desânimo. Até agora, nada do que comerciantes, empresários e os políticos de plantão esperaram e prognosticaram como a salvação do oeste do Pará se realizou. A cidade está quase intransitável. Homicídios, assaltos, arrastões estão na ordem do dia. O povo está apreensivo e assustado”, pontua.

A difícil situação apontada por dom Erwin é ainda mais complicada quando se tenta traçar uma perspectiva de futuro do governo que se inicia. Isso, levando em consideração as posturas que a presidente Dilma Rousseff vem adotando nesse seu segundo mandato. Além de não citar questões que são velhas demandas de povos indígenas em seu discurso de posse, a presidente nomeia Kátia Abreu para o Ministério da Agricultura. Sinais que, para dom Erwin, podem dizer muito do que pode vir pela frente. “Para Dilma, Belo Monte nunca foi assunto de pauta com movimentos populares ou a população diretamente impactada. (...) O governo continua a defender o latifúndio e os privilégios que tem concedido ao agronegócio contra os povos indígenas. (...) O rolo compressor continuará a passar por cima de todos nós aqui no Xingu e em breve por cima dos povos do Tapajós e de outros rios da Amazônia”, prevê.

Dom Erwin Kräutler é bispo prelado de Xingu, PA, presidente do Conselho Indigenista Missionário - CIMI.

Confira a entrevista.

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Foto: IHU

IHU On-Line - Há mais de cinco anos o senhor alerta para os riscos e implicações sociais e ambientais da construção de Belo Monte. Como tem sido acompanhar esse processo, desde a elaboração do projeto até o início da construção da usina?

Dom Erwin Kräutler - Na realidade, essa luta contra o barramento do Rio Xingu já dura mais de 30 anos. Por algum tempo acreditávamos que o projeto fosse arquivado. Foi engano. Quando Lula assumiu o governo, em vez de definitivamente renunciar a essa monstruosidade, abraçou-o e secundando os pareceres eufóricos de sua ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, deu ênfase especial à execução da obra, incorporando-a ao Programa de Aceleração do Crescimento - PAC.

As implicações sociais e ambientais estavam programadas, especialmente a partir daquele dia fatídico em que o Governo entendeu que as condicionantes exigidas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente - IBAMA e pela Fundação Nacional do Índio - FUNAI não precisavam ser atendidas antes da instalação do canteiro de obras, mas poderiam ser cumpridas ao longo da execução do projeto. Com essa decisão, não foi instalado apenas o canteiro de obras, mas também o caos em Altamira. Durante a campanha eleitoral, a presidente Dilma veio visitar Belo Monte para gravar um vídeo. Seu avião pousou no aeroporto de Altamira. No entanto, ela não teve coragem de entrar na cidade para ver “in loco” o descalabro que nos assola.

IHU On-Line - Em que estágio se encontra a construção de Belo Monte?

Dom Erwin Kräutler - Volta e meia se noticia que a construção estaria atrasada por causa das várias manifestações contrárias ao projeto. Mas, tenho a impressão de que está bastante adiantada. Já são derrubadas as casas nos bairros que serão atingidos, e as famílias, transferidas para as novas moradias construídas em concreto. Sei, no entanto, que nem de longe haverá casas suficientes para abrigar todas as famílias.

IHU On-Line - O senhor tem visitado várias comunidades da Prelazia do Xingu. Qual é o sentimento das pessoas em relação à construção de Belo Monte?

Dom Erwin Kräutler - A grande euforia que cinco anos atrás tomou conta da cidade de Altamira, a ponto de muitos carros e motos exibirem adesivos “queremos Belo Monte”, cedeu lugar a um surdo desânimo. Até agora, nada do que comerciantes, empresários e os políticos de plantão esperaram e prognosticaram como a salvação do oeste do Pará se realizou. A cidade está quase intransitável. Homicídios, assaltos, arrastões estão na ordem do dia. O povo está apreensivo e assustado.

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“Lula me assegurou que o governo havia aprendido a lição dos erros cometidos em outros empreendimentos e que Belo Monte seria totalmente diferente. Mas,  se repete a história da Usina Hidrelétrica Tucuruí”

Houve certo boom na construção civil devido à procura de aluguéis. Alguns ganharam somas exorbitantes cedendo quartos ou casas a preços exagerados. Mas essa onda passou quando a Norte Energia instalou a vila residencial bem próxima ao canteiro de obras. A vila possui infraestrutura completa, com escola, farmácia, supermercado, restaurantes, padaria, academia de ginástica, clube, biblioteca e áreas livres para recreação e lazer e ainda serviços de clínica geral, ginecologia, cardiologia, oftalmologia, pediatria, odontologia, pronto-atendimento, laboratório e salas de raios-X e ultrassonografia. Essas comodidades de primeiro mundo estão em manifesto contraste com as condições em que vivemos na cidade da Altamira.

Lula me assegurou, num dos encontros que tive com ele, que o governo havia aprendido a lição dos erros cometidos em outros empreendimentos e Belo Monte seria totalmente diferente. Mas, na realidade, mais uma vez se repete a já conhecida história da Usina Hidrelétrica Tucuruí, também no Estado do Pará (a 350 km ao sul de Belém), construída a partir de 1975 e inaugurada em novembro de 1984. Surgiu uma cidade-luxo em torno da obra, e a cidade de Tucuruí foi condenada à categoria de cidade-lixo. Nosso grande medo em Altamira é de que, na inauguração de Belo Monte, as prometidas melhorias em infraestrutura nem de longe estejam concluídas e, depois da festa, se desmonta o palanque e a população ficará entregue à própria sorte.

IHU On-Line - Que espécie de conflitos a construção de Belo Monte tem gerado entre as comunidades indígenas e entre indígenas e não indígenas? Como Belo Monte tem afetado e até mesmo rompido com a cosmologia indígena?

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 “Desde que decidiu construir Belo Monte, o governo se equivocou quanto aos impactos que os povos indígenas da Grande Volta do Xingu iriam sofrer”

Dom Erwin Kräutler - Desde que decidiu construir Belo Monte, o governo se equivocou quanto aos impactos que os povos indígenas da Grande Volta do Xingu iriam sofrer. Propagou-se por todo o Brasil a informação de que nenhuma aldeia indígena seria inundada. E é verdade. De fato, a água do reservatório não vai submergir nenhuma aldeia. O contrário acontecerá: o rio que banha as aldeias vai sumir ou se tornará um córrego atrofiado com uma sequência de lagoas bem rasas. O peixe desaparecerá e sem água suficiente não haverá condições de sobrevivência nestes lugares. Os indígenas forçosamente serão desterrados para outros locais. Muitos já se transferiram para a cidade e perdem sua cultura, seus costumes e sua maneira própria de organizar-se em comunidade. Lamentavelmente, grande número sucumbe aos vícios dos brancos.

IHU On-Line - O senhor leu a carta do Grupo de Emaús à presidente Dilma? Como vê as manifestações do grupo de teólogos acerca dos impactos dos megaprojetos, sem fazer referência direta às hidrelétricas?

Dom Erwin Kräutler - A carta entregue pelo Grupo Emaús à Presidente Dilma em audiência que ela concedeu a uma delegação dessa entidade no dia 26 de novembro de 2014 tem o título “O Brasil que queremos”. Vejo na escolha do título certa analogia com o documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento SustentávelRio + 20 (20 a 22 de junho de 2012) “O futuro que queremos”. É um documento chocho e insosso, sem consequências palpáveis. Assim também a carta dos teólogos não faz nenhuma reivindicação pontualizada, nenhuma exigência concreta, nenhuma denúncia circunstanciada, fornecendo nomes e endereços. E destarte, logicamente também não fala das consequências perniciosas de Belo Monte e de muitos outros projetos do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC. Não empresta sua voz — como se esperaria de teólogos — às famílias arrancadas de seus lares e suas terras e de tantos outros que foram atingidos por barragens ao longo das décadas passadas. Não reclama nada. Só pede uma “reavaliação”.

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“O descumprimento dos parâmetros constitucionais da Carta Magna de 1988 que previu a demarcação de todas as áreas indígenas num prazo de cinco anos é o lúgubre pano de fundo de todos os conflitos sangrentos que causaram centenas de mortes de indígenas em todos os quadrantes do país”

Da mesma maneira, só fala genericamente da defesa dos direitos indígenas e quilombolas. Não emprega uma única vez a palavra “demarcação”. Dilma impôs no ano de 2013 a paralisação dos procedimentos demarcatórios de terras indígenas. Assim, demonstrando claramente que as atenções de seu governo estão voltadas aos setores da economia e da política ligados ao latifúndio, ao agronegócio, às empreiteiras, mineradoras e empresas de energia hidráulica, que visam exclusivamente à exploração da natureza em terras tradicionalmente ocupadas por povos indígenas. O descumprimento dos parâmetros constitucionais da Carta Magna de 1988 que previu a demarcação de todas as áreas indígenas num prazo de cinco anos é o lúgubre pano de fundo de todos os conflitos sangrentos que causaram centenas de mortes de indígenas em todos os quadrantes do país. Por que os teólogos não aproveitaram a audiência para unir-se aos povos indígenas no grito uníssono de “Demarcação já!”?

Ao assumir o segundo mandato, a presidente da República chegou a propor um diálogo com a sociedade. A pergunta que me faço é se ela realmente está disposta a ouvir, a discutir, a receber críticas, a conversar, por exemplo, com os povos indígenas ou os atingidos por barragens. Em relação a Belo Monte, o seu predecessor na Presidência me falou, em 22 de julho de 2009, que o diálogo tem que continuar. Mas foi Lula mesmo que o abortou. Para Dilma, Belo Monte nunca foi assunto de pauta com movimentos populares ou a população diretamente impactada. Dilma se negou a qualquer diálogo sobre este tema. Pelo contrário, mandou recado a quem fizesse oposição à menina de seus olhos: Belo Monte é irreversível!

E como vimos há poucos dias, Dilma não se deixou impressionar nem um pouco pelas manifestações contrárias à nomeação de Kátia Abreu, implementadas por amplos setores da sociedade brasileira. Na entrevista que Kátia Abreu deu à Folha de São Paulo no dia 5 de janeiro, dia de sua posse como ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ficou bem claro qual é a posição do governo em relação aos povos indígenas. O governo continua a defender o latifúndio e os privilégios que tem concedido ao agronegócio contra os povos indígenas. Povos que, na opinião grotesca da ministra, “saíram da floresta e passaram a descer nas áreas de produção”. Não é um fato altamente indicativo que a presidente Dilma, nos dois discursos do dia de sua posse, não fez uma única referência sequer aos povos indígenas?!

IHU On-Line - Como o senhor avalia a reeleição da presidente Dilma e as declarações logo após as eleições, de que a hidrelétrica é uma das prioridades do governo?

Dom Erwin Kräutler - Eu não esperava outra coisa. Se durante o primeiro mandato e ao longo da campanha o discurso foi esse, como ela iria mudar depois de conferir os votos e se dar conta de sua reeleição? O rolo compressor continuará a passar por cima de todos nós aqui no Xingu e em breve por cima dos povos do Tapajós e de outros rios da Amazônia. As reivindicações da população não contam. Nem o Plano Básico Ambiental é cumprido. É alterado, sempre que assim convier ao governo.

IHU On-Line - Como compreender que pessoas ligadas às CEBs e à Igreja, hoje presentes no governo, defendem a construção de hidrelétricas, sem considerar os impactos às comunidades indígenas, às comunidades tradicionais e à própria população de Altamira, por exemplo?

Dom Erwin Kräutler - Respondo com um comentário de um padre gaúcho a respeito da carta de repúdio do Conselho Indigenista Missionário - Cimi à entrevista de Kátia Abreu. Partilho do mesmo sentimento do padre: “Sou padre diocesano há 50 anos (...). Desde meus últimos anos de Teologia e até hoje sempre me comprometi na defesa dos direitos dos mais pobres, entre os quais indígenas e sem terra. Conseguimos avançar pouco e agora o freio é escancarado com a prepotente Kátia Abreu. Engajei-me na construção do PT imaginando que o poder em mãos de lideranças, boa parte formada na visão da Teologia e Pastoral populares, constituiriam um ‘outro Brasil possível’, mas caíram no ralo comum. Nos traíram!”.

IHU On-Line - O senhor conhece Thais Santi, a nova procuradora do MP de Altamira? Quais são os desafios dela diante das dificuldades em torno de Belo Monte, considerando que já passaram outros procuradores por Altamira — a exemplo de Felício Pontes Jr. —, mas que pouco conseguiu avançar por conta da estrutura judiciária?

Dom Erwin Kräutler - Conheço, sim, a Thais Santi. Como também o Felício Pontes. A minha amizade com Felício já é de muitos anos. Sempre estive ligado a ele na defesa dos direitos dos povos do Xingu. E ainda de modo especial após o assassinato da Irmã Dorothy, que no próximo dia 12 de fevereiro completará dez anos.

A Thaís está em Altamira desde 2012. Muito a estimo e admiro a sua coragem. É uma verdadeira dádiva para Altamira. Posso dizê-lo em relação a seu profissionalismo e sua competência, à sua determinação na busca de solução para as mais diferentes questões que é solicitada a dirimir. Além disso, é de uma personalidade cativante. Sabe ouvir o povo simples. Faço votos de que não saia tão cedo de Altamira. É impressionante e esclarecedora a entrevista que Thaís deu a Eliane Brum: A anatomia de um etnocídio.

Tive, aliás, a felicidade de conhecer várias jovens procuradoras que passaram por Altamira e lamentavelmente ficaram apenas pouco tempo. Lembro-me também com gratidão do procurador Marco Antônio, que voltou para o seu estado de origem, o Mato Grosso do Sul. Em conversas descontraídas descobri que todos sonharam com um Brasil diferente, um Brasil bem “legal” (no mais estrito sentido da palavra!) e queriam dar a sua contribuição, lutando pelos direitos e a dignidade dos povos do Xingu, indígenas, migrantes, ribeirinhos e habitantes das cidades e vilas ao longo deste rio majestoso e maravilhoso, condenado a morrer. Esbarraram quase sempre em estruturas judiciárias adversas que obedecem a outros interesses.

IHU On-Line – Nesse começo de 2015, que mensagem é possível transmitir àqueles que vivem as consequências de Belo Monte?

Dom Erwin Kräutler - Na passagem de ano escrevi uma meditação que quero deixar aqui como palavra final de nossa entrevista:

31 de dezembro, 24:00 horas:
É 1º de janeiro, 0,00 hora.
O ano velho e o novo se tocam.
O que passou, não volta mais.
O futuro está por vir.
O “agora” é agora!
Mas, enquanto falo “agora”,
Já se foi.
Tudo flui, voa, some, morre.
E acorda, floreia, revive, brilha de novo.

A noite se torna dia,
A luz dissipa a escuridão.
A vida vence a morte.

Nosso caminho nos leva
Até o último „agora“:
Quando vida e morte
São como 24 e 0:00 horas
E o tempo esvanece na eternidade.

Até lá, Cada momento é um presente,
Mas também um convite para amar.

 

amar.

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PROPOSTA DA CATEQUESE

 

ANO B – EVANGELHO DE MARCOS

 

Nesta apostila, continuando as folhas do Advento, Natal e Epifania, até o dia do Batismo do Senhor, queremos propor uma catequese modelada no estilo da Iniciação à vida Cristã e do catecumenato.

O Objetivo geral da 7º Assembleia do povo de Deus celebrada na Bethânia, em 2014, assume esta ação evangelizadora: “A Igreja, povo de Deus no Xingu, para ser fiel à missão profética e à pratica libertadora de Jesus Cristo, ouvindo o clamor do povo e à luz da Palavra de Deus, compromete-se com alegria a viver sua opção pelas excluídas - os, querendo ser acolhedora, samaritana, comunitária, orante e missionaria, a resgatar os valores da família e a incentivar a iniciação à vida cristã no anuncio, no testemunho, no serviço e no diálogo, a caminho do Reino definitivo”.

Para a caminhada da catequese, queremos destacar o incentivo a iniciação à vida cristã”. Este processo de iniciação é muito importante para a renovação da nossa catequese, para que o ir além da meta dos sacramentos e realizemos na catequese, uma novo estilo de vida cristã, aberto ao Reino de Deus.

Trata-se de começar um catecumenato que abraça toda a catequese e aponte para a totalidade da vida cristã das comunidades, das crianças com as famílias, tendo os - as catequistas como discípulos missionários à serviço da Palavra, protagonistas desta missão.

Este instrumento de catequese para a iniciação da vida cristã, é apenas um subsidio nesta direção. E’ um instrumento de introdução à vida cristã.

Este instrumento de catequese começa com o tempo da Quaresma.

A Quaresma é tempo de conversão preparando a Páscoa do Senhor.

Na Páscoa do Senhor celebramos a Ressurreição e a vida de Jesus, o Senhor, e com Ele os sacramentos da Iniciação Cristã no seio da Igreja: Batismo, Crisma e Eucaristia, para a glória de Deus, para a vida da humanidade e do planeta Terra.

A Quaresma é tempo de catecumenato, de catequese para preparar os fieis a acolher os sacramentos da Iniciação Cristã, na comunidade. A comunidade é sinal, sacramento de Cristo no meio do povo. As crianças, os catequizandos fazem esta caminhada em família, na catequese, na comunidade, participando da celebração do domingo – dia do Senhor – e renovando a vida (DAp, Iniciação Cristã n° 286-299)

Os bispos do Brasil apresentam a Igreja como casa da iniciação à vida cristã (CNBB 94, nº 37). Nós queremos, com este instrumento, ajudar a fazer da catequese o espaço do caminho, do começo, da introdução, da porta de entrada, do início da vida cristã.

 

 

Pe. Vicente - Baixe aqui sua cartilha de catequese

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Comissão Pastoral da Terra-CPT Xingu - Núcleos Altamira /Anapu

Rua Santa Luzia, 32 - Anapu, PA

 

Amigas e Amigos, Companheiras e Companheiros, Colaboradoras e Colaboradores:

Vocês estão convidados e convidadas de participar nos eventos que comemorarão o 10º aniversário do assassinato da Irmã Dorothy. Haverá a celebração da Santa Missa presidida por Dom Erwin Krautler às 10 horas no Centro São Rafael, Anapu onde há o túmulo da Irmã Dorothy. Nesta missa haverá Crisma de 7 jovens. Depois da missa haverá um grande almoço comunitário. À tarde está programada uma conversa com várias autoridades dos governos municipal, estadual e federal.

Quando enterramos o corpo da Irmã Dorothy em fevereiro de 2005, repetimos muitas vezes que não estamos enterrando Irmã Dorothy, mas sim, estamos a plantando. Ela é uma semente que vai dar muitos frutos. Queremos celebrar estes frutos e as novas sementes que estes frutos estão lançando.

O povo ficou e a luta continuou como continua. De uma forma ou outra vocês têm participada desta caminhada. Neste dia queremos celebrar esta caminhada. Convidamos vocês a participar desta celebração junto com o povo de Anapu.

VENHA! PARTICIPE! CELEBRE!

DOROTHY VIVE: SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE!

SOMOS FRUTOS! SOMOS SEMENTES! SOMOS SEMENTES! SOMOS FRUTOS!

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Nós, delegadas, delegados das comunidades da Igreja do Xingu e pessoas convidadas, entre as quais nossos irmãos indígenas, estivemos reunidos na Bethânia junto com os padres, religiosas e religiosos e o nosso bispo entre os dias 13 a 16 de novembro de 2014, na VII Assembleia do Povo de Deus do Xingu.

 

Comemoramos com grande alegria os 80 anos da criação da Prelazia do Xingu pelo Papa Pio XI em 16 de agosto de 1934 e refletimos o tema ‘Povo de Deus no Xingu em defesa da vida e da justiça’ deixando-nos guiar pelo apelo de Nossa Senhora nas Bodas de Caná ‘Fazei tudo o que Ele vos disser’ (Jo 2,5) que elegemos como lema de nossa assembleia.

 

Colocamo-nos à escuta do Espírito que sopra onde e quando quer e ouvimos o povo que geme em dores de parto pela novidade do Reino de Deus. Avaliamos nossa caminhada e planejamos a nossa ação evangelizadora para os próximos cinco anos.

 

Com os olhos da mente e do coração olhamos a realidade desafiante e promissora da Amazônia. Sentimos na pele a dor de florestas derrubadas, de rios barrados, da terra degradada e principalmente dos povos que habitam a Amazônia, explorados nas grandes obras ou expulsos de suas terras. Preocupam-nos a ausência ou precariedade de políticas públicas, o inchaço das nossas cidades e o aumento da violência que atinge principalmente os nossos jovens.

 

Mesmo assim nos alegramos com tantos sinais promissores do Reino de Deus em nosso meio:

  • nossa igreja abrange mais de 700 comunidades vivas e comprometidas com sua missão de ser “sal da terra”, “luz do mundo”, “fermento na massa”;

  • nossa igreja é perseguida, justamente porque defende os direitos e a dignidade das pessoas excluídas do banquete da vida;

  • nossa igreja é uma igreja de mártires cujo sangue pulsa em nossas veias;

  • nossa igreja está pronta para enfrentar os desafios de cada dia;

  • nossa igreja sente a gratificante “Alegria do Evangelho”, o ‘Evangelii Gaudium’ de nosso tão querido Papa Francisco, na opção pelos irmãos e irmãs mais fragilizados.

 

Da Bethânia vamos a Emaús!

 

acontece o milagre da Páscoa. Na fração do pão, os discípulos sem rumo e desanimados reconhecem o Mestre que antes lhes tinha falado pelo caminho. Uma nova energia invade seus corações. Apesar da escuridão da noite, de riscos e perigos, voltam a Jerusalém para anunciar e testemunhar: “Ele está vivo! Ressuscitou!”.

 

Assim nos sentimos agora, voltando às nossas comunidades, vivendo a comunhão partilhada nessas terras, nessas águas, nessa Amazônia, cobiçada por uns poucos, amada por tantos, abençoada por Deus.

 

Assumimos como objetivo geral de nossa ação evangelizadora:

 

A Igreja, povo de Deus no Xingu,

para ser fiel à missão profética

e à prática libertadora de Jesus Cristo,

ouvindo o clamor do povo e à luz da Palavra de Deus

compromete-se com alegria

a viver sua opção pelas/os excluídas/os,

querendo ser acolhedora, samaritana, comunitária,

orante e missionária,

a resgatar os valores da família

e a incentivar a iniciação à vida cristã

no anuncio, no testemunho, no serviço e no diálogo,

a caminho do Reino definitivo”.

 

Escolhemos como prioridades para os próximos cinco anos:

 

DEFESA DA VIDA

RENOVAÇÃO DAS CEBs

JUVENTUDE

FAMÍLIA

 

Defesa da Vida:

 

Assumimos a defesa da Vida humana em todas as suas fases e faixas etárias. Sabemos também que Deus confiou a Amazônia aos nossos cuidados. Contra todo o tipo de devastação defendemos este lar maravilhoso que Deus criou para todos nós e as gerações futuras.

 

Apoiamos os povos indígenas na sua luta pela sobrevivência física e cultural. Assinamos neste momento o abaixo-assinado em favor da Área Indígena do povo Arara.

 

 

Renovação das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs):

 

À luz da Palavra de Deus, queremos reavivar as nossas Comunidades Eclesiais de Base, sinais concretos do Reino de Deus já presente em nosso meio. Reafirmamos nossa opção pelas CEBs, esse jeito da igreja ser, o canteiro das pastorais e ministérios, abertas a todas e todos, cultivando a unidade na diversidade.

 

Juventude:

 

Decidimos mais uma vez apoiar a juventude nas organizações e associações de nossa Igreja, promovendo o seu protagonismo como pediu o Papa Francisco no Rio de Janeiro: ”Jovens, por favor, não se ponham na cauda da história. Sejam protagonistas. Construam um mundo melhor, um mundo de irmãos e irmãs, um mundo de justiça, de amor, de paz, de fraternidade, de solidariedade“.

 

Família:

 

Destacamos outra vez a importância da família “para a vida do mundo, para o futuro da humanidade” (Papa Francisco). Acreditamos na “Igreja Doméstica”, convictos de que toda a catequese e formação cristã deve iniciar-se na família. Insistimos muito na presença das famílias na comunidade que é a família das famílias.

 

E, por fim, como participantes da VII Assembleia do Povo de Deus no Xingu, repetimos e reafirmamos o convite do próprio Jesus a todos os irmãos e irmãs a remarem na canoa de Deus e se comprometerem, cada vez mais, na luta em defesa da vida e pela justiça, sinais visíveis e concretos da presença do Reino de Deus em nosso meio.

 

Um forte e fraterno abraço a cada uma e cada um de nossos irmãos e irmãs em todas as comunidades do Xingu.

 

VII Assembleia do Povo de Deus

13 a 16 de novembro de 2014

Bethânia – Prelazia do Xingu

Subcategorias

Bispo responsável: Dom Erwin Krautler

Nascimento: 12/07/1939 -Koblach/ Áustria, ordenação

presbiteral: 03/07/1965 - Salzburg/ Áustria.

Sagrado bispo em 25/01/1981 - Altamira - Província

Eclesiástica Belém do Pará.

 

Endereço: Avenida João Pessoa, 1212 CEP 68371-040 - Centro, Altamira - Para - Brasil

 

Tel: 0055.0XX93.3515.1761 - Curia - 0055.0xx93.3515.2494

 

 

Características Gerais da Prelazia

A Prelazia do Xingu foi criada a 16/08/1934, pela Bula “Animarum Bonum Postulat” do Papa Pio XI, desmembrada da Arquidiocese de Belém do Pará e das então Prelazias de Santarém e Santíssima Conceição do Araguaia. Foi confiada pela Santa Sé aos cuidados da Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue de Cristo. 1º Administrador Apostólico: Dom Armando Bahlmann, OFM (1935). 2º Administrador Apostólico: Padre Clemente Geiger, CPPS (1935-1948). 1º Bispo Prelado: Dom Clemente Geiger, CPPS (1948 a 1971). 2º Bispo Prelado: Dom Eurico Krautler, CPPS (1971 a 1981).

 

Superfície: 368.086,0 KM²

População: 392.211 hab

Densidade Demográfica 1,1 hab/km² (baseado em dados do, IBGE - 2000)

 

 Mapa da Prelazia do Xingu

 

MunicípioS pertencentes: Altamira, Anapu, Bannach, Brasil Novo, Cumaru do Norte, Gurupá, Medicilândia, Ourilândia do Norte, Placas, Porto de Moz, São Félix do Xingu, Senador José Porfírio, Tucumã, Uruará, Vitória do Xingu.

 

A Prelazia do Xingu é formada por seis regiões pastorais:

Região Alto Xingu: Ourilândia do Norte, São Félix do Xingu e Tucumã;

Região Médio Xingu: Vitória e Souzel;

Região Baixo Xingu: Porto de Moz e Gurupá

Região Transamazônica Oeste: Brasil Novo, Medicilândia, Uruará e Placas;

Região Transamazônica Leste: Belo Monte e Anapu

Região de Altamira: Paróquia Sagrado Coração de Jesus, Áreas: Perpétuo Socorro e Imaculada Conceição

 

Os municípios de Cumaru do Norte e Bannach são atendidos pela Diocese de SS. Conceição do Araguaia.

 

A Prelazia possui três instâncias de decisão: Grande Assembléia do Povo de Deus no Xingu, Conselho de Pastoral e Coordenação de Pastoral.

 

 

Nesta Seção você poderá baixar arquivos: texto, vídeo ou figuras que tenham relação com o trabalho pastoral na Prelazia, na medida que for sendo disponibilizados pelas pastorais ou agentes de pastoral.

Alguns Downloads poderão ser feitos somente por usuários cadastrados. Caso você seja um Agente de Pastoral e tenha alguma dificuldade entre em contato com o Centro de Pastoral para que faça o seu cadastramento como Agente.