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Choro, não sei se é de raiva, de revolta ou de tristeza. Creio que é pelas três razões ao mesmo tempo. É um profundo pesar, uma dor compungente, dilacerante. Sinto-me como alguém que é açoitado sem dó e piedade. E é inocente. Depois da tortura, que adianta provar a inocência! Já está coberto de hematomas. 
E lá em cima, nos gabinetes confortáveis da capital federal, defendem a legalidade da destruição do Xingu. Invocam a tese do "interesse nacional“. 
Você pode imaginar o que significa para mim o afogamento da ilha Arapujá? Durante cinquenta anos a contemplei com carinho, sempre que a mirava (Alta-mira) da janela de meu quarto ou escritório na "rua da frente“. E oitenta anos atrás, já meus tios Eurico e Guilherme se encantaram com essa beleza!
É um pedaço de mim que agora vai para o fundo.
Erwin Kräutler
Bispo do Xingu
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Após dois anos de caminhada em quatro módulos de estudos, a segunda turma da Escola Bíblica Catequética realizou a sua formatura no dia 14 de julho, no Centro de Formação Betânia. Finalizaram o curso 12 alunos e alunas que, alegremente concluíram como Ministros da Catequese.

Fez parte dessa turma de formandos a nossa Ir. Éria Schaefer. Parabéns, Ir. Éria, pela perseverança.

É uma riqueza para a Igreja de o Xingu ter esses e essas lideranças preparadas para a Evangelização no Serviço de Animação Catequético. Parabéns a cada um e a cada uma que com esforço e dedicação chegaram ao final do curso. Parabéns também a coordenadora da Escola, Marlúcia que não mediu esforço, tempo e empenho para realizar mais um módulo.

Enfim, parabéns aos professores e professoras que contribuíram com essa formação. Avante! Esperamos a terceira turma!

Você liderança não perca essa chance de se capacitar como missionário (a) na linha catequética.

 


 

 

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CPT Anapu

Rua Santa Luzia, 32

Anapu, PA

16 de junho de 2015

 

 

 

 

De 23 de julho até 26 de julho de 2015 haverá a 10ª Romaria da Floresta. Estamos marcando dez anos desta caminhada de memória, rebeldia, resistência, fé, celebração e esperança. Há dez anos nos 12 de fevereiro que Irmã Dorothy foi assassinada no PDS Esperança, Lote 55. Isso foi uma tentativa de acabar com o trabalho dela, a luta do povo para fixar os trabalhadores e trabalhadoras e suas famílias na terra rica deste Pará, a luta de preservar a floresta e os rios, a luta por uma nova maneira de viver com dignidade na terra em comunidade.

 

Mas naquele dia que enterramos Dorothy, ninguém aqui imaginava que estávamos a enterrando, mas estávamos plantando esta semente. E esta semente brotou. Vamos juntar nestes dias de julho para refletir como esta semente brotou. Já começamos aos 12 de fevereiro na celebração no Centro São Rafael, onde o túmulo da Dorothy está. Agora em julho vamos passar um dia lá, nos 22 de julho, partilhando nossas memórias, despertando esta memória eaprofundando o que esta memória significa para nós hoje.

 

Nos 23 de julho à tarde vamos sair em caminhada, rumo ao PDS Esperança. Vamos dormir nas comunidades São Pedro e depois Menino Jesus na Vila Santana e em fim chegar no barracão do PDS no sábado 25 de julho. Ao longo da caminhada vamos refletir a rebeldia do povo organizado lutando pela vida. Chegando no PDS vamos celebrar a ESPERANÇA. Para onde vamos? Como estamos chegando? Quais nossos sonhos? Como podemos nos apoiar nestes sonhos? O que eu tenho para ajudar? O que minha comunidade tem para ajudar? O que as comunidades no meu município têm para ajudar? E qual é a ajuda de que preciso? De que minha comunidade precisa? De que as comunidades em meu município precisam?

 

Tragam um jeito de partilhar suas lutas, suas vitórias, seus anseios, seus sonhos. Quais memórias inspiram vocês? Quais rebeldias de vocês que produziram frutos? Quais as esperanças que têm?

 

Tragam também, redes, cordas, lençol, barraquinhas, sapatos ou tênis bem confortáveis. Vamos caminhar 55 km. (Na volta vai ter transporte para todo mundo!)

 

Mais informação 91-3694-1416 (CPT/Casa das Irmãs); 91-3694-1339 (Paróquia Santa Luzia) ou por email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Estamos aguardando sua chegada! Um grande abraço, a Equipe Organizativa.

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Fonte da notícia: Assessoria de Comunicação - Cimi

 

 

A encíclica sobre ecologia do Papa Francisco é um pronunciamento sem precedentes na história da Igreja Católica. Mais uma vez, o primeiro papa sul-americano faz a comunidade internacional ouvir palavras que pouco ou nenhum chefe de Estado têm coragem ou independência para pronunciar. Até mesmo entre os ambientalistas, atrelar meio ambiente e desigualdade social, tendo como pano de fundo uma postura anticapitalista, é algo reservado a poucas organizações do setor. O interessante é que o documento não partiu dos palácios do Vaticano. Francisco buscou em bispos de continentes marginalizados os apoiadores para a empreitada. Entre eles, um “austríaco moreno”, que escolheu a Amazônia como causa e moradia desde os anos 1960, além da questão indígena como pacto de vida, esteve entre os eleitos pelo papa para colaborar com a encíclica chamada de verde pela opinião pública mundial.

 

Leia mais: Papa Francisco denuncia ataques contra os povos indígenas em encíclica sobre ecologia

 

Bispo do Xingu, morador de Altamira (PA) e presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Dom Erwin Kräutler esteve com o papa, em audiência particular, no início de abril deste ano. Com o bispo, estava o padre Paulo Suess, assessor teológico do Cimi. Na ocasião, Dom Erwin alertou o papa sobre a destruição em curso da Floresta Amazônica e dos ataques sofridos pelos povos indígenas. “Disse a ele que os povos indígenas só irão sobreviver física e culturalmente se permanecerem no seu habitat tradicional que hoje é ameaçado pelos grandes projetos governamentais, pelas empresas mineradoras e madeireiras e pelo agronegócio”, conta Dom Erwin.

 

Francisco, ao ouvir as palavras do bispo, confessou que estava preparando uma encíclica sobre ecologia e prontamente convidou Dom Erwin para colaborar. “O papa pediu-me então que colaborasse enviando alguma contribuição minha neste sentido o que, voltando ao Brasil, imediatamente fiz. Ao ler agora a Encíclica deparo-me com vários números do documento em que o papa levou em conta os nossos anseios e angústias”, explica o bispo do Xingu.

 

No próximo mês de setembro, Dom Erwin encerra o seu segundo mandato consecutivo como presidente do Cimi e não poderá ser reeleito. Durante a Constituinte, entre 1987 e 1988, Dom Erwin era o presidente do Cimi. Na ocasião, sofreu um dos inúmeros atentados no decorrer de sua atuação no Xingu. Em defesa da Amazônia, chegou a ser preso e sua detenção arbitrária foi transmitida, em rede nacional, a todo o país. A história de Dom Erwin perpassa os últimos 55 anos de resistência popular, dos povos indígenas e comunidades tradicionais na Amazônia contra grandes empreendimentos e todo tipo de contravenção envolvendo grilagem de terras, crimes de pistolagem, mineração, retirada de madeira, exploração do trabalho escravo e sexual, desde o período da ditadura militar. Nesse meio tempo, Dom Erwin perdeu companheiros e companheiras de luta, como a Irmã Dorothy Stang.

 

Leia abaixo os principais trechos da entrevista com Dom Erwin sobre a Encíclica Verde do papa Francisco:

 

Por que o Papa Francisco decidiu elaborar uma encíclica sobre ecologia, algo sem precedentes na Igreja Católica? O que o senhor destaca no documento?

 

Havia nas décadas passadas alguns pronunciamentos papais pontuais sobre temas de ecologia. O primeiro Papa que se referiu explicitamente à questão do meio ambiente foi Paulo VI, quando em 16 de novembro de 1970 dirigiu uma mensagem à FAO por ocasião de seu XXV aniversário: “O homem gastou milênios para aprender a submeter a natureza,a dominar a terra (...). Agora soou a hora de ele dominar o seu próprio domínio”.
João Paulo II e Bento XVI insistiram na responsabilidade humana em relação ao meio ambiente. Cito o Papa João Paulo II em sua encíclica Sollicitudo Rei Socialis de 1987: “Usá-los (os recursos naturais) como se fossem inesgotáveis, com domínio absoluto, põe seriamente em perigo sua disponibilidade não só para a geração presente, mas, sobretudo, para as gerações futuras” (n. 34). O Papa Paulo VI escreveu sete, João Paulo II quatorze e Bento XVI três encíclicas. Os três redigiram outras numerosas mensagens aos bispos e fiéis da Igreja Católica e a "todas as pessoas de boa vontade", mas não dedicaram nenhum documento especial ao tema da ecologia. Assim estava na hora de a Igreja Católica manifestar-se oficialmente sobre esse assunto que diz respeito à humanidade toda para além de todas as fronteiras, também as confessionais. Escreve agora o Papa Francisco: “Precisamos de um debate que nos una a todos, porque o desafio ambiental, que vivemos, e as suas raízes humanas dizem respeito e têm impacto sobre todos nós“ (LS 14).

 

A imprensa internacional comenta, ironicamente, que o Papa deverá lançar o 11º mandamento: não poluirás. Também que ele atribui os problemas ambientais ao acúmulo de riquezas, à voracidade do Capital. Que impacto a encíclica causará na comunidade internacional e na própria Igreja?

 

Não precisa de um outro mandamento. O quinto mandamento “Não matarás” já inclui o pecado contra o meio ambiente porque ao desrespeitarmos a criação que Deus nos deixou como lar, ao queimarmos e arrasarmos as florestas, ao envenenarmos o solo com agrotóxicos e pesticidas que deixam resíduos em nossos alimentos, ao poluirmos rios, mares e lagos, ao fazermos o ar quase irrespirável por causa de gases venenosos de fábricas e descargas, estamos comprometendo seriamente a vida em nosso planeta e a sobrevivência num ambiente sadio dos filhos e netos de nossa geração que parece comportar-se como se fosse a última. Neste sentido o papa nos fala com toda clareza: “O meio ambiente é um bem coletivo, patrimônio de toda a humanidade e responsabilidade de todos. Quem possui uma parte é apenas para a administrar em benefício de todos. Se não o fizermos, carregamos na consciência o peso de negar a existência aos outros. Por isso, os bispos da Nova Zelândia perguntavam-se que significado possa ter o mandamento ‘não matarás‘, quando ‘uns vinte por cento da população mundial consomem recursos numa medida tal que roubam às nações pobres, e às gerações futuras, aquilo de que necessitam para sobreviver‘“ (LS 95).

 

É público o convite que o papa fez pessoalmente ao senhor, em visita ao Vaticano, para contribuir na elaboração da encíclica. Quais as contribuições feitas pelo senhor ao texto da encíclica?

 

Considero um grande privilégio que o Papa Francisco me concedeu uma audiência particular no dia 4 de abril de 2014. Devo-o de certa maneira ao Cardeal Dom Claudio Hummes que é presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia de que sou secretário. Ele me incentivou a solicitar essa audiência nesta minha função e na qualidade de presidente do Cimi. Nos primeiros minutos da audiência também o Padre Paulo Suess, assessor teológico do Cimi, esteve presente e teve oportunidade de entregar ao papa o seu livro “Dicionário da Evangelii gaudium. 50 palavras-chave para uma leitura pastoral“. Foram vinte minutos inesquecíveis. O papa parecia ter todo o tempo à disposição. Foi muito cordial e fraterno. Descrevi a realidade da Amazônia e as condições em que vivem os seus povos. Referi-me primeiro às nossas comunidades e lamentei que por causa da acentuada escassez de ministros ordenados só têm acesso à eucaristia algumas vezes ao ano. Falei dos povos indígenas e entreguei-lhe uma mensagem do Cimi previamente redigida, chamando a sua atenção para os diversos pontos do documento. Disse a ele que os povos indígenas só irão sobreviver física e culturalmente se permanecerem no seu habitat tradicional que hoje é ameaçado pelos grandes projetos governamentais, pelas empresas mineradoras e madeireiras e pelo agronegócio. Aí o papa me revelou que estava pensando em escrever uma encíclica sobre a Ecologia e já havia encarregado o Cardeal africano Peter K. A. Turkson, presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz, de elaborar um “borrador” (espanhol: anteprojeto, esboço). Aí eu insisti que num documento tão importante não poderia faltar uma clara referência à Amazônia e aos povos indígenas. O papa pediu-me então que colaborasse enviando ao Cardeal alguma contribuição minha neste sentido o que, voltando ao Brasil, imediatamente fiz. Ao ler agora a Encíclica deparo-me com vários números do documento em que o papa levou em conta os nossos anseios e angústias e realmente os assumiu como suas próprias preocupações. À guisa de exemplo cito apenas dois números em que nossas questões estão presentes com toda clareza:

 

O número 38 se refere explicitamente à Amazônia:

 

“Mencionemos, por exemplo, os pulmões do planeta repletos de biodiversidade que são a Amazônia e a bacia fluvial do Congo, ou os grandes lençóis freáticos e os glaciares. A importância destes lugares para o conjunto do planeta e para o futuro da humanidade não se pode ignorar. Os ecossistemas das florestas tropicais possuem uma biodiversidade de enorme complexidade, quase impossível de conhecer completamente, mas quando estas florestas são queimadas ou derrubadas para desenvolver cultivos, em poucos anos perdem-se inúmeras espécies, ou tais áreas transformam-se em áridos desertos. Todavia, ao falar sobre estes lugares, impõe-se um delicado equilíbrio, porque não é possível ignorar também os enormes interesses econômicos internacionais que, a pretexto de cuidar deles, podem atentar contra as soberanias nacionais. Com efeito, há «propostas de internacionalização da Amazônia que só servem aos interesses econômicos das corporações internacionais». É louvável a tarefa de organismos internacionais e organizações da sociedade civil que sensibilizam as populações e colaboram de forma crítica, inclusive utilizando legítimos mecanismos de pressão, para que cada governo cumpra o dever próprio e não-delegável de preservar o meio ambiente e os recursos naturais do seu país, sem se vender a espúrios interesses locais ou internacionais“ (LS 38).

 

E o número 146 enfoca a questão indígena do jeito como a conhecemos e vivemos no Brasil:

 

“É indispensável prestar uma atenção especial às comunidades aborígenes com as suas tradições culturais. Não são apenas uma minoria entre outras, mas devem tornar-se os principais interlocutores, especialmente quando se avança com grandes projetos que afetam os seus espaços. Com efeito, para eles, a terra não é um bem econômico, mas dom gratuito de Deus e dos antepassados que nela descansam, um espaço sagrado com o qual precisam de interagir para manter a sua identidade e os seus valores. Eles, quando permanecem nos seus territórios, são quem melhor os cuida. Em várias partes do mundo, porém, são objeto de pressões para que abandonem suas terras e as deixem livres para projetos extrativos e agropecuários que não prestam atenção à degradação da natureza e da cultura“ (LS 146).

 

O que Dilma poderá aprender com a nova encíclica do Papa Francisco?

 

Não sei se a presidente Dilma vai ler essa Carta do Papa. Iria recomendar a ela que a lesse e meditasse com muita atenção. Seria importante que não só ela, mas todos os integrantes do Governo, do Congresso Nacional e também do Supremo se inteirassem de seu conteúdo tão importante também para o nosso país. Está na hora de o Brasil mudar de paradigma do tipo de desenvolvimento e progresso que está querendo para o país e atualmente promovendo a todo vapor. As agressões inescrupulosas ao meio ambiente são tiros no próprio pé. A natureza há tempo está reclamando. Os desastres naturais são frequentes; secas, escassez de água, enchentes e inundações são sem dúvida consequências dos maus tratos que a natureza sofre há décadas. Cientistas alertam há tempo para as causas desses fenômenos. Pensando na função da Amazônia de regular o clima mundial, está na hora de o Brasil acordar e dar-se conta da imensa responsabilidade que tem em relação ao nosso planeta.

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“prontos a dar razão da esperança” 1 Pd 3,15

 

INTRODUÇÃO

 

Tomo mais uma vez a liberdade de descrever o avanço da dura e conflitiva realidade dos povos indígenas no Brasil. Faço-o no intuito de não apenas relatar atos e omissões, dados e números, mas sim de tocar o coração dos pastores e de todos os homens e mulheres da nossa Igreja. Volto a repetir o que o Dr. Rubens Ricupero falou na aula que deu a essa Assembleia Geral sobre a atual conjuntura político-social: “A sociedade brasileira será julgada pela maneira como trata os mais fracos e frágeis”. Importa conhecer de perto esses “fracos” e “frágeis” e mais ainda as causas e os motivos de sua vulnerabilidade. São sempre pessoas de carne e osso. E entre elas sobressaem os indígenas, os verdadeiramente autóctones deste país maravilhoso. Já milhares de anos atrás seus antecedentes longínquos habitavam esse continente[1]. Muitos têm sobrenomes que identificam o povo a que pertencem. São mulheres e homens, crianças, jovens, adultos, idosos, feitos à imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1,27) a quem são negados os direitos fundamentais à vida, às suas terras ancestrais e de serem diferentes em seus costumes e tradições, culturas e línguas.

Ouço e interpreto o apelo de nosso Papa Francisco na Bula que proclama o Jubileu Extraordinário da Misericórdia “Misericordiae Vultus” também no contexto dos povos indígenas: “Abramos os nossos olhos para ver as misérias do mundo, as feridas de tantos irmãos e irmãs privados da própria dignidade e sintamo-nos desafiados a escutar o seu grito de ajuda. As nossas mãos apertem as suas mãos e estreitemo-los a nós para que sintam o calor da nossa presença, da amizade e da fraternidade. Que o seu grito se torne o nosso e, juntos, possamos romper a barreira de indiferença que frequentemente reina soberana para esconder a hipocrisia e o egoísmo” (MV 15).

BRASIL, PÁTRIA DOS POVOS INDÍGENAS?

Não relato fatos do passado, mas acontecimentos que ocorrem nestes dias. Tento mostrar o calvário de 305 povos indígenas tratados como estrangeiros em seu próprio país e acusados até de usurpadores de suas terras tradicionais ou então de invasores de propriedades produtivas[2].

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As Irmãs Franciscanas da Penitência e Caridade Cristã atuam na Comunidade da Imaculada há quase quarenta anos. Procuram ser presença de simplicidade e de serviço.

No dia 19 de abril tivemos a alegria de realizar a Missa de Ação de Graças pelos 180 anos de fundação de nossa Congregação, com a comunidade da Imaculada, no Bairro Brasília, em Altamira. Foi uma missa bem participada e dinâmica. Pe. Waldemar em sua homilia falou com entusiasmo sobre Madre Madalena. Pe. Alírio se fez presente e concelebrou.

Após a celebração houve o café da manhã partilhado. Houve boa participação de fa

 

mílias e membros da comunidade que trouxeram a sua partilha. Antes de saborearmos o gostoso bolo dos 180, os salgados, sucos, refrigerante, frutas e café, assistimos a apresentação de uma pequena peça teatral da vida de Madre Madalena, apresentada pelo grupo do GRUTBA.

Participaram desse momento conosco as 05 jovens simpatizantes, o grupo da Ordem Franciscana Secular e a catequista Keila que participará das comemorações dos 180 anos, em São Leopoldo, no RS.
Louvado seja o Senhor por mais esse momento de celebração de vida e de fé. “Deus cuida.”

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A CRB nacional, em vista do ano da Vida Consagrada, organizou um Seminário para a Vida Consagrada, mas que, devido o grande número de inscrições, tornou-se um Congresso.

O mesmo aconteceu em Aparecida do Norte, em São Paulo, aos pés da Mãe Aparecida, nos dias 07 a 10 de abril de 2015.

Teve como tema: “Assumir o núcleo identitário da Vida Consagrada: atitude profética, processo mistagógico” e lema:” Não ardia nosso coração quando ele nos falava pelo caminho?” (Lc 24,32)

O objetivo geral, deste Congresso era “animar, fazer arder o coração da Vida Consagrada para a missão e a profecia, em vista da vivência da Radicalidade do seguimento de Jesus Cristo, com alegria e esperança.”

Foram dias maravilhosos, pois éramos mais de 2.100 Consagradas e Consagrados de todos os Estados do Brasil que num espírito de fraternidade, unidade, oração e comunhão passamos esses dias aos pés de Maria, nossa Mãe para buscar em Seu Filho, nela e na força das Consagradas (os) luz, irmandade e muita sintonia para sermos fiéis à missão.

O Congresso consistiu em momentos de animação, oração, conferências, Eucaristia, testemunhos, noite cultural, fila do povo... Além dos conferencistas foram convidadas (os): Ir. Mercedes Letícia Casas Sánchez, presidente da CLAR; Dom Jaime Spengler, bispo referencial da CNBB para a Vida Consagrada; Dom Pedro Brito Guimarães, presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada, CNBB; Card. Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida; Dom Sérgio Arthur Braschi, Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial.

Todas as conferências estão disponíveis no site da CRB nacional.

A diretoria da CRB nacional e as equipes de serviços estão de parabéns, pelo empenho, dedicação e organização desse grande evento. Prova de unidade e da grande ação de Deus.

Agradeço a minha Província por ter me oportunizado participar desse Congresso, o primeiro na história dos 50 anos da CRB, no Brasil.

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Mensagem de Páscoa do Bispo Dom Erwin Krautler:

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Hoje, foi um dia histórico para a Área Provincial do Pará, pois estávamos reunidas: Keila, Jezuína, Rejane, Maria da Paz e as Irmãs: Ignêz, Inês Maria, Maria Fritzen, Benedita, Celina, Aparecida, Else, Maria Knecht e Éria, aqui no Sítio Irmão Sol, para um dia de convivência, conhecimento, e troca de experiências. Tudo isso em preparação aos festejos de comemoração dos 180 anos de nossa Congregação que acontecerá em São Leopoldo – RS, no dia primeiro de maio deste ano.


Imagine a vibração das quatro senhoras que irão, representando as comunidades, nas quais trabalham as Irmãs. Seus olhos brilhavam, as perguntas fluíam, o interesse aumentava, “Deus proverá”. E, as irmãs procurando dar as maiores informações de forma simples, mas muito sábias.


Além da partilha do livro “Eco de uma frase, das expectativas, da caminhada de aceitação da família, para a viagem, também estudamos um pouco o histórico da Congregação. Brevemente vimos algumas fotos dos lugares de Madre Madalena e de São Francisco.


Valeu, apesar dos esforços para chegar ao Sítio, pelas distâncias, as chuvas e o carro na oficina. Deus cuidou. Ele é bom, Ele é muito bom!


Irmãs da Área Provincial do Pará

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No dia 19 de novembro, Festa de Santa Isabel da Hungria, no ano de 1787 nasce em Ohé-en Laak, Holanda, uma menina frágil. Ela é a primogênita de um pobre casal camponês, Cornélio Damen e Gertrudes Van Bree.


Na casa pequena e modesta e no rigoroso inverno europeu a menina foi acolhida como uma grande bênção de Deus.


Levada à pia batismal de Echt, recebeu o nome de Maria Catarina e foi consagrada  a Virgem Maria.


Três anos depois nasceu a irmãzinha, Jeneke, registrada como Joana. O casal só teve estas duas filhas.


A confiança na Divina Providência foi, em todos os tempos do Cristianismo, a virtude característica dos pobres. Se a bondosa providência de Deus já era, em tempos normais, o refúgio de famílias como as de Cornélio Damen, quanto mais o terá sido nos tempos da juventude de Catarina, quando a sociedade estava vivendo o conturbado período da Revolução Francesa. Vezes sem conta a menina terá ouvido dos pais e dos moradores do povoado a expressão “Deus Proverá” – Deus já viu a situação!


A confiança inabalável de Catarina na Divina Providência tem aqui sua raízes.


A infância de Catarina passou depressa e ela teve que deixar a casa paterna para procurar emprego em Maeseyck.


Em 1810 os capuchinhos conseguiram retornar a Maeseyck e pelo tesetmunho de  fé e serviço ao povo, atraíram Catarina para a vida, espiritualidade e movimento franciscano. Ela professa na Ordem Terceira Secular em 1817, dia que considera o mais importante em sua vida.


Em 1825, Catarina vai servir em Heythuisen a pedido de Van Der Zant, primeiro trabalhando no cuidado das alfaias da igreja e mais tarde atendendo às necessidades das crianças, jovens e doentes, dedicando-se como verdadeira filha de São Francisco de Assis. Considerada incapaz e desajeitada, pelo sua vida de dedicação sem medida atraiu o carinho de todos e atriu novas seguidoras.


Deus sempre lhe inspirou o que fazer e ela sempre experimentou Seu Cuidado em cada passo e decisão para que a obra d’Ele se cumprisse em sua serva Catarina Damen.
Em 10 de maio de 1835 foi fundada a congregação das Irmãs Franciscanas da Penitência e Caridade Cristã, no Antigo castelo do Kreppel que se tornou o Convento dos Sagrados Corações de Jesus e Maria.


Madre Madalena, seu nome de religiosa, sob o signo do “Deus Proverá” inspirou a muitas mulheres ao longo de 180 anos a servir e amar como irmã menor no meio do povo de Deus.


“Vivamos como verdadeiras filhas de São Francisco e Deus cuidará de nós” – dizia muitas vezes.


A congregação cresceu rapidamente nos anos seguintes em diversos lugares e em especial na dedicação da formação de criançass e jovens.


Neste ano de 2015, ao completar 180 anos de fundação, celebramos com grande gratidão a Deus pela vida, vocação e testemunho de Madre Madalena que ensinou a confiar no Deus Bom e Providente. Neste ano da Vida Consagrada, louvamos pelas irmãs Franciscanas da Penitência e Caridade Cristã que estão espalhadas no Brasil, Guatemala, México, Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Polônia, Rússia Branca, Tanzânia, Indonésia e Timor Leste.


Deus é Bom, mais que Bom – como dizia Madre Madalena pelas imensas e inúmeras graças que concedeu à congregação ao longo destes 180 anos de vida e missão.
Trabalhamos na educação, na pastoral paroquial e popular, na assistência social, na saúde  e todas as realidades que nos possibilitam ser presença de paz e bem junto aos irmãos e irmãs.


 No dia 10 de maio de 2015, queremos renovar em nós o desejo de sermos instrumentos dóceis nas mãos de Deus que sempre é Bom e Providente para construirmos o Reino de Deus.

                    Paz e todo bem para cada um e cada uma!!
                                  Província do Sagrado Coração de Jesus – Porto Alegre

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Bispo responsável: Dom Erwin Krautler

Nascimento: 12/07/1939 -Koblach/ Áustria, ordenação

presbiteral: 03/07/1965 - Salzburg/ Áustria.

Sagrado bispo em 25/01/1981 - Altamira - Província

Eclesiástica Belém do Pará.

 

Endereço: Avenida João Pessoa, 1212 CEP 68371-040 - Centro, Altamira - Para - Brasil

 

Tel: 0055.0XX93.3515.1761 - Curia - 0055.0xx93.3515.2494

 

 

Características Gerais da Prelazia

A Prelazia do Xingu foi criada a 16/08/1934, pela Bula “Animarum Bonum Postulat” do Papa Pio XI, desmembrada da Arquidiocese de Belém do Pará e das então Prelazias de Santarém e Santíssima Conceição do Araguaia. Foi confiada pela Santa Sé aos cuidados da Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue de Cristo. 1º Administrador Apostólico: Dom Armando Bahlmann, OFM (1935). 2º Administrador Apostólico: Padre Clemente Geiger, CPPS (1935-1948). 1º Bispo Prelado: Dom Clemente Geiger, CPPS (1948 a 1971). 2º Bispo Prelado: Dom Eurico Krautler, CPPS (1971 a 1981).

 

Superfície: 368.086,0 KM²

População: 392.211 hab

Densidade Demográfica 1,1 hab/km² (baseado em dados do, IBGE - 2000)

 

 Mapa da Prelazia do Xingu

 

MunicípioS pertencentes: Altamira, Anapu, Bannach, Brasil Novo, Cumaru do Norte, Gurupá, Medicilândia, Ourilândia do Norte, Placas, Porto de Moz, São Félix do Xingu, Senador José Porfírio, Tucumã, Uruará, Vitória do Xingu.

 

A Prelazia do Xingu é formada por seis regiões pastorais:

Região Alto Xingu: Ourilândia do Norte, São Félix do Xingu e Tucumã;

Região Médio Xingu: Vitória e Souzel;

Região Baixo Xingu: Porto de Moz e Gurupá

Região Transamazônica Oeste: Brasil Novo, Medicilândia, Uruará e Placas;

Região Transamazônica Leste: Belo Monte e Anapu

Região de Altamira: Paróquia Sagrado Coração de Jesus, Áreas: Perpétuo Socorro e Imaculada Conceição

 

Os municípios de Cumaru do Norte e Bannach são atendidos pela Diocese de SS. Conceição do Araguaia.

 

A Prelazia possui três instâncias de decisão: Grande Assembléia do Povo de Deus no Xingu, Conselho de Pastoral e Coordenação de Pastoral.

 

 

Nesta Seção você poderá baixar arquivos: texto, vídeo ou figuras que tenham relação com o trabalho pastoral na Prelazia, na medida que for sendo disponibilizados pelas pastorais ou agentes de pastoral.

Alguns Downloads poderão ser feitos somente por usuários cadastrados. Caso você seja um Agente de Pastoral e tenha alguma dificuldade entre em contato com o Centro de Pastoral para que faça o seu cadastramento como Agente.